Goiânia, 07 de novembro de 2005.

EPISIOTOMIA DE ROTINA: REFLETINDO SOBRE OS SENTIMENTOS DA PUÉRPERA

Suelem do Rozario

Fernanda Fátima Almeida de Souza

Valdecy Herdy Alves

Aline Landim Farani Faria

Aline Santos de Sousa

Malena Storani G. Rosa

Simoni Furtado da Costa

 

Este trabalho tem como objetivo refletir sobre os conflitos e expectativas da puérpera submetida à Episiotomia de rotina, discutindo o papel desta prática no processo de humanização no parto. A metodologia utilizada foi de entrevista semi-estruturada com puérperas do alojamento conjunto do Hospital Municipal Luis Palmier, em São Gonçalo. A episiotomia de rotina tem sido considerada como uma forma de mutilação genital uma vez que para a grande maioria das mulheres provoca danos sexuais importantes, dor intensa, aumenta os riscos de incontinência urinária e fecal e leva, freqüentemente, a complicações infecciosas, problemas na cicatrização e deformidades, além de estar muitas vezes associada a dores na relação sexual. A entrevista procurou desvendar qual o grau de conhecimento sobre este procedimento, quais implicações físicas e psicológicas e como pensa sobre conseqüências futuras para a relação mãe-filho e com seu parceiro. Com este estudo, conclui-se que é de extrema importância promover mudanças institucionais e de opinião pública para reduzir os índices de episiotomia desnecessária, promovendo uma assistência ao parto menos agressiva e mais humanizada.

Correspondência para: Suelem do Rozario, e-mail: suelemrozario@yahoo.com.br