CONHECIMENTO SOBRE FORMAS DE TRANSMISSÃO DE HIV/AIDS E HEPATITE B
Marcos André de Matos
Ana Karolina Carvalho de Oliveira
Hellen Aguiar Ramos
Gracielle Pires da Silva
Patrícia Archanjo Lopes
Allan de Carvalho Rodrigues
Marcia Alves Dias
Sheila Araujo Teles
INTRODUÇÃO: As infecções pelo vírus da imunodeficiência humana (HIV) e pelo vírus da hepatite B (HBV) estão entre os agravos a saúde mais comum do mundo e são um importante problema de saúde pública. No Brasil, muitos dos atuais estudos epidemiológicos sobre estas infecções denotam preocupações em relação a medidas eficazes de prevenção e controle. Alguns comportamentos como início precoce da vida sexual e desconsideração ao uso de preservativos são considerados fatores de risco para o HIV/AIDS e HBV, contribuindo para a morbimortalidade da população. OBJETIVO: Verificar o conhecimento sobre HIV/AIDS e hepatite B em indivíduos de baixa renda em Aparecida de Goiânia-Goiás. METODOLOGIA: Em julho de 2005, durante uma atividade de educação em saúde, 33 indivíduos de baixa renda, entre 16 a 74 anos foram entrevistados, utilizando-se um questionário semi-estruturado contendo perguntas sobre características sócio-demográficas e conhecimento sobre HIV/AIDS e hepatite B. Os dados obtidos foram analisados utilizando o programa Epi-Info, versão 6. 04. RESULTADOS: Do total de entrevistados, 72,7% eram do sexo feminino e 27,3% do sexo masculino, sendo a média de idade igual a 33,7 anos. Em relação ao estado civil, 63,6% eram casados. As formas de transmissão do HIV/AIDS, referidas pelo grupo foram: beijo (42,4%), instrumental de manicure (87,9%), compartilhamento de seringas (100%), leite materno (75,8%), picada de inseto (54,5%), aperto de mão (12,1%), transfusão de sangue (84,8%) e transmissão vertical (75,8). Em relação a hepatite B, 84,8% dos indivíduos relataram ter algum conhecimento a respeito. No entanto 60,6% desconheciam suas formas de transmissão. CONCLUSÃO: Estes dados mostram que mesmo com adoção de múltiplas estratégias de divulgação sobre HIV/AIDS e hepatite B, seja pela mídia, campanhas ou distribuição de panfletos, ainda existe um nível alto de desconhecimento sobre as formas de transmissão destas doenças. Assim, sugere-se um maior investimento público em programas de educação em saúde voltados para a população menos favorecida economicamente. Além de um maior incentivo na participação do profissional enfermeiro em campanhas educativas, uma vez que o mesmo apresenta qualificação técnico-científica para realização de tais atividades.
Correspondência para: Marcos André de Matos, e-mail: marcosdeminas@yahoo.com.br
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