Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CONHECIMENTOS, ATITUDES E PRÁTICAS SOBRE O AUTO-EXAME DE MAMAS

Luciane Bisognin Ceretta

Suzane Raquel Périco

Ioná Vieira Bez Birolo

INTRODUÇÃO: O câncer de mama é considerado um problema de saúde pública na maioria dos países do mundo, com cerca de 5 milhões de novos casos previstos para os próximos cinco anos, apresentando também participação significativa nos elevados índices de mortalidade feminina no Brasil. É possível tomar conhecimento de dados estatísticos crescentes sobre a incidência do câncer, uma vez que o aumento da expectativa de vida é um dos fatores para o também aumento da exposição a fatores de risco. Segundo o Ministério da Saúde, com exceção do câncer de estômago que tem mostrado tendência a diminuir, todas as outras taxas são crescentes, incluindo o câncer de mama (Brasil, 1999). OBJETIVOS: O objetivo deste estudo foi avaliar qual o conhecimento, a atitude e a prática do auto exame das mamas e do exame de mamografia entre as mulheres que se utilizam do serviço de saúde municipal de Criciúma, sul do estado de Santa Catarina e identificar quais as barreiras para que tenham acesso à realização de procedimentos que auxiliem no diagnóstico precoce da neoplasia. METODOLOGIA: Foram entrevistadas 663 mulheres de 15 Centros de Saúde Municipais, através de um inquérito CAP, incluídas de forma aleatória, de maneira que no estudo estivessem representadas mulheres residentes tanto em áreas mais favorecidas, como em locais mais distantes no município. Para análise dos resultados, as respostas das mulheres foram descritas quanto ao conhecimento, atitude, prática e suas respectivas adequações como previamente definido. RESULTADOS: Os resultados obtidos mostraram que o conhecimento e a prática do auto-exame das mamas e do exame de mamografia foram inadequados, embora a atitude frente a estes dois procedimentos tenha sido adequada. O estudo também mostrou que, para a realização do auto exame das mamas, o esquecimento desta prática é a principal barreira para que não seja realizada, enquanto a principal barreira para não se fazer a mamografia foi à falta de solicitação deste exame por parte dos profissionais médicos que atuam nas Unidades de Saúde. CONCLUSÕES: Conclui-se que programas de educação para a saúde das mulheres nos serviços de saúde pública do município de Criciúma torna-se necessário e urgente, e que a Enfermagem pode atuar nesse âmbito através da orientação para o auto-exame inserida em todos momentos em que tiver contato com a mulher na Unidade Básica de Saúde, bem fomo através do momento da realização do preventivo do câncer de colo de útero.

Correspondência para: Luciane Bisognin Ceretta, e-mail:

ceretta@terra.com.br