Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PARA AVALIAR MELHOR: PORTIFÓLIO

Viviane Euzebia Pereira Santos

Beatriz Schumacher

Este é um relato de experiência, dos professores do curso de graduação em Enfermagem do Bom Jesus/ IELUSC, sobre a aplicação e reflexão do uso do portifólio como meio de auxiliar no processo de avaliação. Desde o início da implantação deste curso, estamos discutindo o processo de avaliação com professoras e alunas. Criar uma cultura de avaliação não pontual, não é uma tarefa fácil. Em contrapartida, também entre as professoras, a avaliação muitas vezes não é entendida enquanto processo, pois os conteúdos programáticos e as metodologias aplicadas nas atividades acadêmicas, nem sempre, são coerentes. O que nos leva a pensar: “Como queremos formar alunas crítico-reflexivas, se muitas vezes nossas aulas são conservadoras?”. Buscando alternativas para estas questões, levantamos a possibilidade de aplicar o portifólio como instrumento facilitador da avaliação. Segundo Deprosbiteris (1999) o portifólio tem como finalidade auxiliar o aluno a desenvolver capacidade de avaliar seu próprio trabalho, refletindo sobre este e o melhorando. Assim, para a aluna, o portifólio apresenta seu desenvolvimento de forma transparente e legítima, favorecendo a aluna situar-se melhor na sua trajetória acadêmica. Para a professora, o portifólio oferece a oportunidade de traçar referenciais do grupo como um todo, a partir de análises individuais. Seguindo esta linha de pensamento, estamos fazendo nosso processo de avaliação de ensino através de: reuniões diárias nos grupos de estágio e conversas formais e informais com as alunas. Para registrar este processo utilizamos um instrumento no qual a aluna relata as atividades desenvolvidas no dia e faz sua auto-avaliação. Neste instrumento também há um espaço para o parecer da professora. Assim, as alunas têm a oportunidade de auto-avaliar se, analisar seus progressos e muitas delas, sentem-se motivadas a avançar e percebem as suas limitações como algo a ser superado. Este instrumento é utilizado em todas as fases em que a aluna está em ensino prático, estas informações são agrupadas e nas fases posteriores as professoras podem detectar as facilidades e dificuldades das alunas para traçar e ajustar estratégias que facilitem a aprendizagem. Independentemente do termo utilizado: parecer / portifólio / evolução entendemos que este processo além de contínuo, possibilita a professora e aluna rever e reestruturar conhecimento. E, também se tornar um cidadão crítico, participativo e responsável pelo seu processo de aprendizagem.

Correspondência para: Viviane Euzebia Pereira Santos, e-mail: viviane@netzip.com.br