CONHECIMENTOS DAS GESTANTES DIABÉTICAS SOBRE OS RISCOS E O TRATAMENTO
Mariana Candida Laurindo
Beatriz Barco Tavares
Este é um estudo descritivo exploratório, com o objetivo de avaliar o conhecimento da gestante com Diabetes Mellitus Gestacional (DMG) assistidas no ambulatório de Ginecologia e Obstetrícia do Hospital de Base, São José do Rio Preto, 2005. A população foram 6 (100,0%) gestantes. A coleta de dados foi através de uma entrevista. Encontrou-se que: 66,6% situavam-se na faixa etária dos 31 aos 39 anos; 50,0% tinham ensino fundamental completo; 100,0% tinham companheiros; 50,0% exerciam atividade remunerada; 83,2% iniciaram o pré-natal no primeiro trimestre de gestação, 50,0% realizaram de 7 a 9 consultas; 83,2% eram secundigesta; 83,2% tinham familiares com DMG; 16,6% tiveram diabetes em gestação anterior; 66,6% tiveram pré-eclâmpsia; 33,3% tiveram DMG associada a Doença Hipertensiva Específica da Gestação; 50,0% foram classificadas como pesadas; 33,3% como obesa; 33,3% ganharam de 6 a 12 quilogramas. Quanto ao tratamento, 66,6% controlavam através de dieta; 33,3% usavam insulina e relataram se auto-aplicar diariamente; 83,3% comiam de 3 a 4 vezes por dia; 16,6% comiam de 5 a 7 vezes, e todas as gestantes receberam orientação quanto a alimentação para diabéticas; 66,6% gostam de doce; 83,3% não realizam exercício físico; e 100% fazem controle glicêmico com periodicidade. Fica evidente, portanto, a necessidade de uma equipe multiprofissional no plano de assistência a mulher com DMG, acrescentando a este, a educação em saúde que é uma estratégia adequada e recomendada como forma de tratamento, proporcionando a gestante maior confiabilidade, motivação e aprendizado, com a finalidade de possibilitar a mulher vivenciar o nascimento de um filho sadio.
Correspondência para: Mariana Candida Laurindo, e-mail: ma_candi@yahoo.com.br
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