Goiânia, 07 de novembro de 2005.

UMA PRÁTICA INTEGRADA NA SAÚDE DA MULHER, DA CRIANÇA E DO ADOLESCENTE

Jane Cristina Anders

Beatriz Schumacher

Este relato de experiência tem como objetivo descrever uma prática pedagógica de integração das disciplinas Saúde da Mulher e Saúde da Criança e do Adolescente I. Esta experiência é desenvolvida no quinto semestre do Curso de Graduação em Enfermagem do Instituto Superior e Centro Educacional Luterano Bom Jesus/Ielusc, em Joinville-SC. Considerando a formação integral como uma das recomendações propostas pelas Diretrizes Curriculares Nacionais, é preciso flexibilizar o currículo e construir práticas que favoreçam estabelecer relações com diversas áreas de conhecimento, num processo de complementaridade e interdisciplinaridade. Neste sentido, nestas disciplinas a temática é o cuidado de enfermagem no ciclo evolutivo da saúde da mulher, da criança e do adolescente. Procuramos introduzir uma abordagem de integralidade do processo saúde-doença nos cuidados com a mulher, recém-nascido, criança e adolescente. Assim, planejamos o semestre seguindo o ciclo evolutivo do ser humano. Iniciamos, fazendo uma abordagem sobre: gênero e saúde; políticas públicas; direitos da mulher, criança e adolescente; violência; organização do cuidado em Alojamento Conjunto e Unidade Neonatal; sexualidade e planejamento familiar; processo de nascer; cuidados progressivos com a criança e o adolescente e estratégias de educação em saúde voltadas para esta clientela. Todos estes conteúdos têm como temas transversais a humanização, família, princípios do SUS e ética. No que se refere a metodologia do cuidado de enfermagem trabalhamos o histórico (levantamento das situações saúde-doença, exame físico e plano de cuidados) e anotações de enfermagem. Destacamos que as práticas são desenvolvidas em Unidade Básica de Saúde, Maternidade e Abrigo Institucional para Crianças. Entendemos que a integração destas disciplinas favorece a articulação das atividades de sala de aula com o cotidiano da prática. Para Tavares (2003), esta integração articula o ciclo básico e clínico, ensino, serviço e comunidade, prática, teoria e abordagem de temas transversais do curso. Pensamos que a integração de disciplinas possa superar a tão enfatizada dicotomia entre teoria e prática. Unir disciplinas, concepções, trabalhar em parceria, nem sempre é uma tarefa fácil. No entanto, consideramos que esta prática pedagógica enriquece o processo de ensino-aprendizagem, já que os conteúdos se complementam, caracterizando a interdisciplinaridade.

Correspondência para: Jane Cristina Anders, e-mail: jane_anders@uol.com.br