Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A QUALIDADE DE VIDA E CONDIÇÕES DE SAÚDE DO ESCOLAR

Maria Aparecida Vasconcelos Moura

Ívis Emília Oliveira Souza

Simone Lins

Vanessa Damasceno Bastos

A pesquisa foi desenvolvida por estudantes do Curso de Graduação do 1º período da Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro (EEAN/UFRJ) através do Programa Curricular Interdepartamental I (PCI–I) – A Criança, a Escola e Eu – que possibilitou uma primeira vivência em campo de prática. A importância deste estudo ocorreu pela possibilidade de detectar os principais problemas que acometem os escolares e determinar melhores condições de saúde e aprendizagem favorecendo a melhoria da qualidade de vida dos mesmos. O estudo teve como objetivos caracterizar os problemas de saúde mais comuns no escolar durante o exame físico de saúde; determinar condições de saúde através de ações educativas e preventivas de enfermagem. A abordagem utilizada foi pesquisa quantitativa, de natureza exploratória. O cenário de realização foi o Colégio de Aplicação do Instituto Superior de Educação do Rio de Janeiro (CAP-ISERJ) nos turnos da manhã e tarde no Município do Rio de Janeiro, junto a escolares na faixa etária entre 6 e 15 anos. A atividade de coleta de dados se deu através do exame físico simplificado de saúde, composto por duas etapas: anamnese e exame físico. A anamnese possui o objetivo de saber sobre os fatores sócio, econômico e social da criança e sua família. O exame físico possibilitou a avaliação de medidas antropométricas, condições gerais de higiene física, dentre outros. Realizamos ainda os testes de acuidade visual e auditiva. Dos 230 escolares examinados, foram detectados alguns problemas que necessitaram de intervenções, tais como: a hidratação oral deficiente com 75,21% de escolares com baixa ingestão de líquidos ao dia; alterações bucais como cárie dentária (31,30%), tártaro (23,47%) e má higienização (21,30%). Foi verificado ainda que 40% apresentavam onicofagia e 32,80% dificuldade visual. Considerando os objetivos do estudo, os resultados possibilitaram aos acadêmicos a orientação dos escolares através de ações educativas sobre hábitos alimentares e higiene individual. Percebemos que a assistência primária desenvolvida contribui para o diagnóstico precoce e encaminhamento aos profissionais de saúde, visando promover ações preventivas e educativas, específicas de tratamento e saúde, realizadas para a melhoria da qualidade de vida e aprendizagem do escolar Destacamos assim que o “problema da criança” não deve ser só do Estado, mas também um dever da sociedade como um todo, em especial, aos profissionais e educadores em saúde.

Correspondência para: Vanessa Damasceno Bastos, e-mail: nessa_bastos@ig.com.br