A COMPLEXIDADE E DA (IM)PREVISIBILIDADE NO DIA-A-DIA DAS ENFERMEIRAS
Lúcia de Fátima Silva de Andrade
Lígia de Oliveira Viana
Estudo realizado no Centro de Tratamento Intensivo Pediátrico (CETIP) do Hospital dos Servidores do Estado (HSE), apresentou como tese: a (im)previsibilidade da prática da terapia intensiva pediátrica e a complexidade são os motores da aprendizagem das enfermeiras situadas no continuum da espiral do conhecimento e na irreversibilidade da flecha do tempo. Objeto: a formação contínua e especializada das enfermeiras que atuam na prática da terapia intensiva pediátrica. Objetivos: destacar as marcas da complexidade e da (im)previsibilidade presentes no dia-a-dia da prática de enfermagem no cenário da terapia intensiva pediátrica; descrever as demandas de aprendizagem das enfermeiras constituídas e construídas no cenário da terapia intensiva pediátrica e na prática do cuidado à criança crítica e discutir o processo e a complexidade da formação contínua das enfermeiras no ambiente (im)previsível da terapia intensiva pediátrica. O referencial teórico vincula-se aos princípios da complexidade de Morin; flecha do tempo, processos irreversíveis de não-equilíbrio e sistemas dinâmicos instáveis associados à idéia de caos de Prigogine e conceito de competência de Perrenoud. Metodologia: estudo de caso, com abordagem qualitativa. Coleta de dados: entrevista semi-estruturada e observação participante. Os resultados sugerem que existe uma complexa aprendizagem na prática caracterizada por ser dinâmica e predominantemente coletiva, onde estão presentes riscos, erros, (in)certezas e (im)previsibilidades, gerando ordem-desordem-organização, que demanda tempo para ser adquirido. Esse aprendizado está ligado à incorporação de novas tecnologias/técnicas e ao manuseio de novos equipamentos, exigindo da enfermeira uma formação contínua, de maneira que possa tornar a vida das crianças ali internadas qualitativamente melhor
Correspondência para: Lúcia de Fátima Silva de Andrade, e-mail: lluccia@terra.com.br
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