Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A IMPLANTAÇÃO DO ESTÁGIO CURRICULAR SUPERVISIONADO NA GRADUAÇÃO

Lúcia de Fátima Silva de Andrade

Miriam Garcia Leoni

Estudo qualitativo na modalidade reflexão teórico-filosófica. Objeto de reflexão: a implantação do estágio curricular supervisionado no Curso de Graduação em Enfermagem da Universidade Estácio de Sá. Objetivo: discorrer sobre os desafios e dificuldades de realizar tal empreendimento, visto que a Universidade possui como característica ser multicampi. Referencial teórico: princípios da complexidade de Morin (2001), leis relativas ao estágio curricular supervisionado no nível superior, Diretrizes Curriculares (2001) e noção de competência de Perrenoud (2000). O estágio curricular supervisionado em Enfermagem é uma exigência legal (Lei nº 6. 494, de 07 de dezembro de 1977, regulamentada pelo Decreto-Lei n. º 87. 497, de 18 de agosto de 1982 e Lei n. º 8. 859, de 23 de março de 1994 e o Decreto – Lei n. º 2. 080, de 26 de novembro de 1996, que promovem modificações na Lei n. º 6. 494/77 e no Decreto – Lei n. º 87. 497/82, respectivamente), que deve acontecer nos dois últimos semestres do curso de graduação, com 20% da carga horária total do curso conforme as Diretrizes Curriculares Nacionais do Curso de Graduação em Enfermagem de 2001. O Curso apresenta campos de estágio nas Instituições de Saúde públicas e privadas, conveniadas com a Universidade, que atendem aos diferentes níveis de complexidade de assistência à saúde, tais como hospitais gerais e especializados, ambulatórios, rede básica de serviços de saúde conveniados com a Universidade, contemplando atividades assistenciais e de pesquisa. Implantar o estágio curricular supervisionado em um curso novo foi um grande desafio vivenciado pelas autoras. A complexidade se configura nas intrincadas relações entre o Coordenador Geral de Estágio e as diversas instâncias da Universidade e nas Unidades de Saúde onde ocorrem os estágios. Vivenciamos a dificuldade de inserção nos campos de práticas já ocupados por outras instituições já tradicionais, sendo necessário que fôssemos bastante flexíveis nas negociações para que também pudéssemos usufruir o campo de prática. Vencida essa etapa, a seguinte era começar a inserir os alunos e os professores de modo que houvesse a integração dos mesmos. Conclui-se que foi um grande desafio enfrentar a complexidade de tal empreendimento, tendo em vista a imensa responsabilidade de formar enfermeiros que possuam competências e habilidades para exercer a profissão de Enfermagem e que ao mesmo tempo estejam compromissados com a profissão.

Correspondência para: Lúcia de Fátima Silva de Andrade, e-mail: lluccia@terra.com.br