ACIDENTES COM MATERIAIS PÉRFURO-CORTANTES EM PROFISSIONAIS DA SAÚDE
Edirlei Machado dos Santos
Solange Regina Garuti Quadrelli
Este estudo emergiu a partir de nossa preocupação enquanto profissionais de saúde, ao visualizar a questão dos acidentes ocupacionais dos trabalhadores da área de saúde. Em nossa atuação profissional ficava evidente a não utilização de Equipamentos de Proteção Individual (EPI), pelos profissionais da área. Diante disso, buscamos realizar uma investigação e levantamento da ocorrência de acidentes de trabalho com materiais pérfuro-cortantes nas Unidades de Assistência à Saúde de um município localizado na região noroeste do Estado de São Paulo. A pesquisa foi realizada utilizando como instrumento de coleta de dados as notificações realizadas por meio das Fichas de Notificação de Acidentes Biológicos com Profissionais de Saúde feitas no período de janeiro de 1999 até julho de 2005. Esta pesquisa trata-se de um estudo epidemiológico de caráter descritivo e análise quantitativa dos dados. Os dados foram coletados no mês de julho de 2005, após a autorização do Secretário Municipal de Saúde do município e o Consentimento Livre e Esclarecido dos sujeitos envolvidos na pesquisa, de acordo com as normas éticas da Resolução 196/96 do Conselho Nacional de Saúde. Foram analisadas 17 fichas de notificação com material biológico, junto à Vigilância Epidemiológica Municipal e Comissão de Controlde de Infecção hospitalar, sendo que 03 (17,6%) dos acidentados eram cirurgiões dentistas, 02 (11,8%) enfermeiros, 08 (47,0%) auxiliares de enfermagem, 01 (5,9%) médico, 01 (5,9%) biomédico e 02 (11,8%) profissionais da limpeza da área de saúde. As fichas analisadas correspondem aos acidentes ocorridos na três unidades de saúde do município, sendo 01 Hospital de médio porte, 01 Unidade Básica de Saúde (UBS) e 01 Posto de Atendimento à Saúde (PAS). Dos acidentes registrados em apenas 02 (11,8%), a localização anatômica afetada não foram as mãos, 15 (88,2%) tiveram alguma região das mãos afetadas. Do total de registros, apenas 03 (17,6%), fizeram o acompanhamento até o sexto mês após a data do acidente, assim pode - se concluir que os dados epidemiológicos se tornam irreais. Destarte, diante do exposto, sabemos que este trabalho embora não seja um estudo inédito, nos permite refletir sobre a saúde ocupacional dos profissionais de saúde, e abrir perspectivas para um novo horizonte.
Correspondência para: Edirlei Machado dos Santos, e-mail: edirlei@ciberpoint.com.br
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