Goiânia, 07 de novembro de 2005.

LINGUAGEM DE SINAIS E ENFERMAGEM: PRODUÇÃO CIENTÍFICA ENTRE 1966-2004

Giovanna Bin

Simone de Godoy

Maria Suely Nogueira

Isabel Amélia Costa Mendes

Por ser um instrumento de sustentação no processo de cuidar, a comunicação é fundamental no trabalho da enfermagem, assumindo importante valor nas suas ações e na relação terapêutica enfermeiro-cliente. A comunicação oral distingue o ser humano de todos os outros seres viventes, cujo elo de aquisição mais importante é a audição, pois as funções auditivas e fonatórias são pólos de ligação entre sujeitos na comunicação oral, configurando o chamado circuito eletro-acústico. No entanto, existem indivíduos que possuem o sentido da audição prejudicado, fato que constitui-se em barreira na comunicação, dificultando a interação entre as pessoas, especialmente profissionais de saúde e clientes. Dada a relevância da temática para a enfermagem, desenvolveu-se um estudo com o objetivo de identificar a produção científica na área sobre linguagem de sinais. Os dados foram obtidos por meio de buscas nas bases de dados LILACS e MEDLINE acessadas no site da Biblioteca Virtual em Saúde (www. bireme. br). Para as buscas utilizou-se os parâmetros “Linguagem de Sinais” como descritor de assunto e “Enfermagem” como palavra. Identificou-se 22 publicações sendo 1 (4,6%) no LILACS e 21 (95,4%) no MEDLINE. Quanto ao idioma obteve-se: 1 (4,6%) em português; 18 (82,2%) em inglês e 3 (13,2%) em outros idiomas. Em relação ao país de publicação 1 (4,6%) era do Brasil; 9 (40,9%) dos EUA; 7 (31,8%) da Inglaterra; 1 (4,6%) do Canadá e 4 (18,1%) de outros países. Quanto ao tipo de publicação 20 (90,9%) eram artigos em periódicos e 2 (9,1%) entrevistas. No ano de 1996 houve maior publicação na temática, sendo encontrados 3 (13,2%) artigos. Estes resultados revelam a necessidade de se aprofundar estudos sobre a temática na área de enfermagem no Brasil. Apoio: Trabalho realizado com o apio do CNPq.

Correspondência para: Giovanna Bin, e-mail: gigibin@ig.com.br