EDUCAÇÃO EM SAÚDE COM ADOLESCENTES: INSTRUMENTALIZANDO MULTIPLICADORES
Beatriz Schumacher
Janice de Souza
Neste relato de uma prática assistencial utilizamos uma proposta desenvolvida pelo Ministério da Saúde. Foi realizada em uma escola municipal, pertencente à área de abrangência de uma Unidade de Saúde da Família (USF), em Joinville - SC, desenvolvida entre os meses de março e abril de 2005, com carga horária de 210 horas de estágio curricular, complementadas por 30 horas de orientação. Esta prática teve como objetivo geral: prestar assistência de enfermagem na USF e na escola, enfatizando os adolescentes, a fim de instrumentalizá-los como jovens multiplicadores de saúde. Foram realizados seis encontros, a partir da metodologia participativa, com adolescentes entre 12 e 18 anos, das 7as, 8as e séries de aceleração de ensino. A participação dos adolescentes foi espontânea, e os encontros aconteceram em horário extraturno, duas vezes por semana, com duração aproximada de 60 minutos cada, em uma sala de aula cedida pela direção da escola. As temáticas discutidas nos encontros foram escolhidas a partir de consultas na literatura: crescimento e desenvolvimento corporal na adolescência, sexualidade e saúde reprodutiva, cidadania e projeto de vida, auto-estima e valorização do corpo, e jovens multiplicadores de saúde. Estiveram envolvidos nesta proposta 36 adolescentes. Sendo que cinco que participaram de todos os encontros foram instrumentalizados como jovens multiplicadores de saúde. Os dados de identificação (nome/idade/série) destes alunos foram entregues a orientadora escolar e a enfermeira da USF para que elas possam dar continuidade ao processo, a partir do envolvimento destes jovens no planejamento e execução de ações de educação em saúde realizadas no ambiente escolar. Entendemos que a instrumentalização destes adolescentes precisa ser contínua, e facilitada por um mediador, que pode ser o professor, o enfermeiro, ou outro profissional capacitado. Penso que esta parceria facilita o desenvolvimento das ações de educação em saúde, possibilitando aos adolescentes escolhas de vida que favorecem um adolescer saudável. Esta prática do protagonismo juvenil, no qual o adolescente se percebe como ator principal da sua vida, favorece a vivência do processo de adolescer.
Correspondência para: Beatriz Schumacher, e-mail: beatrizs@ielusc.br
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