ASSÉDIO MORAL: COMPORTAMENTO OCULTO NO TRABALHO
Elizabeth Maria Lazzarotto
Alcy Aparecida Leite Souza
Lorena Moraes Goetem Gemelli
Leila de Fátima Machado
Sarah Michelon Alves
Simone Roecker
Tatiane Baratieri
INTRODUÇÃO: O assédio moral no local de trabalho é apontado como uma forma de violência no âmbito do trabalho, particularmente nas organizações públicas. OBJETIVO: Identificar o conhecimento e as principais formas de assédio moral, segundo a percepção dos docentes da Universidade Estadual do Oeste do Paraná. METODOLOGIA: O estudo foi por meio da pesquisa exploratória e descritiva. A amostra foi composta por 15 docentes. Os critérios para participar do estudo foram: um docente de cada curso, com maior tempo na instituição, com regime de trabalho de 40 horas/semanais e dedicação exclusiva. O instrumento foi um questionário semi-estruturado, aplicado por meio de uma entrevista em julho de 2005. A analise dos resultados foi qualiquantitativa. RESULTADOS: O perfil apontou que a maioria e do sexo masculino, na faixa etária de 41 a 50 anos e de 51 a 60 e, 40% são casados. Quanto aos anos de instituição, 66,7% trabalham de 11 a mais de 20 anos, a maioria tem o titulo de doutor e ministram aulas na graduação e na pós-graduação. Para a maioria o trabalho é excessivo e existe competição. O ambiente de trabalho e deprimente com perseguição, é considerado um clima de terror. O significado assédio moral para 86,7% é ser obrigado a fazer o que o chefe pede. Perseguição no trabalho (não trabalha e não deixa trabalhar). Na pressão para assumir disciplina para o qual ele não fez concurso. Pressão de superiores/colegas com relação à determinada atuação, utilizando-se do poder de função para importunar. Observou-se que 40% já foram vitimas de assedio moral, e o comportamento do agressor foi, abriu sindicância, acionou chefias visando buscar punição por atos não cometidos por mim, mas, que a seu ver teriam sido; por perseguição política; procurou denegrir minha imagem junto aos acadêmicos e a ameaça do chefe para com o subordinado. O agressor relatado foram os colegas e coordenador/diretor. As doenças relatadas nos últimos 2 anos foram: stress, pressão alta, crise de diabetes, depressão, gripe, dor articular, sinusite crônica, câncer de próstata, hipotireoidismo, mioma, uveíte, artrite no ombro direito, histerectomia, insônia e cirurgia de vesícula. CONCLUSÕES: As relações entre os pares são conflituosas e competitivas. Quase a totalidade dos docentes tem conhecimento do assédio moral, alguns já foram vitimas de assédio, sendo que o agressor foi um ou vários colegas e/ou coordenador/diretor. Muitas das doenças relatadas podem ser consideradas frutos do assédio moral. Conclui-se que, a universidade é um potente agente estressante, devido a sua estrutura burocratizada e cheia de arbitrariedades com espaço para a impunidade, convertendo a submissão em uma condição necessária.
Correspondência para: Lorena Moraes Goetem Gemelli, e-mail: lorenagemelli@hotmail.com
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