Goiânia, 07 de novembro de 2005.

A CONCEPÇÃO DAS DSTS/AIDS NA VISÃO DOS ADOLESCENTES

Adriana Tomazzoni Possebon

Elizabeth Maria Lazzarotto

Lorena Moraes Goetem Gemelli

INTRODUÇÃO: Atualmente, pesquisas demonstram um aumento nos casos das DSTs/AIDS entre os adolescentes e, ao mesmo tempo, revelam o precário grau de informação dessa parcela da população sobre o assunto. A omissão familiar e as deficiências do sistema educacional e de saúde são freqüentemente apontadas como as causas do despreparo dos adolescentes. A conseqüência desse despreparo é uma maior exposição a situações de risco, aumentando, portanto, a vulnerabilidade ao contágio com DSTs/AIDS. Em vista disso, emerge a necessidade do desenvolvimento de trabalhos educativos de caráter preventivo, os quais devem levar em consideração os aspectos sociais, econômicos e culturais do contexto em que o adolescente está inserido, bem como as concepções que ele possui sobre o assunto. Cabe aos diversos setores da sociedade (família, escola, serviços de saúde, etc.) somar esforços nesses trabalhos de promoção à saúde. OBJETIVO: O objetivo foi identificar o nível de conhecimento dos adolescentes com relação às DSTs/AIDS. METODOLOGIA: Realizou-se pesquisa aplicada do tipo exploratória e descritiva, envolvendo uma população não-probabilística com de 37 alunos do 1o ano do ensino médio do Colégio Estadual de Cascavel/P|R, na faixa etária de 14 a 17 anos. O instrumento foi um questionário semi-estruturado que possibilitou a coleta dos dados, os quais foram analisados segundo uma abordagem quantiqualitativa. RESULTADOS: Os resultados indicaram que os adolescentes receberam orientações sobre as DSTs/AIDS, principalmente, na escola. Quanto ao conhecimento, a maioria dos adolescentes só conhece a transmissão sexual das DSTs/AIDS e que a concepção estigmatizada de grupos de risco para aquisição está presente entre eles. Usam o preservativo como meio de prevenção das DSTs/AIDS, porém alguns métodos que não conferem proteção foram erroneamente mencionados. A busca por atendimento médico foi pontuada como conduta a ser seguida em caso de aquisição das DSTs, porém o atendimento na farmácia também o foi. A manutenção da amizade com um soropositivo foi justificada, principalmente, pela amizade e/ou solidariedade. As informações solicitadas pelos adolescentes relacionaram-se à transmissão e prevenção das DSTs/AIDS, bem como às recomendações e ao tratamento para quem já apresenta tais doenças. CONCLUSÃO: Conclui-se que os adolescentes possuem certo conhecimento sobre a temática DSTs/AIDS, porém suas informações são incompletas e/ou trazem concepções errôneas e estigmas sobre o assunto.

Correspondência para: Lorena Moraes Goetem Gemelli, e-mail: lorenagemelli@hotmail.com