RISCO PARA INFECÇÃO ENVOLVIDO NO ACESSO VASCULAR PERIFÉRICO
Melissa Alves Cirelli
Rosely Moralez de Figueiredo
A preocupação dos profissionais de saúde com a transmissibilidade ocupacional das doenças infecciosas acentuou-se com o advento da aids. Isto contribuiu para o estabelecimento das precauções padrão (PP), aplicáveis a todos os pacientes. Entretanto, a adesão dos profissionais a estas recomendações, em especial ao uso de luvas para punção venosa, ainda é precária. Observa-se que a prática das PP está atrelada ao risco para infecção, uma vez que a combinação de técnica correta de procedimento e medidas de proteção garantem redução de risco tanto para pacientes quanto para os profissionais da área de saúde (PAS). O presente trabalho tem como objetivo avaliar o risco para infecção no acesso vascular periférico, tanto para a equipe de enfermagem quanto para os pacientes. Trata-se de um estudo prospectivo, quantitativo, desenvolvido em duas etapas: aplicação de um questionário para a caracterização do conhecimento e opinião dos profissionais quanto às PP e o acompanhamento e observação das ações de enfermagem nos procedimentos de punção, administração de medicamento e retirada de dispositivo intravenoso periférico (DIP). Foram avaliados 29 profissionais. Nove responderam corretamente a definição de PP. Quanto à própria conduta, 55,2% dos profissionais relataram que usam luvas para puncionar veia, o que não condiz com o observado, pois, das 64 punções realizadas, 54 foram sem luvas e houve 19 reencapes de cateteres. Quanto ao uso de luvas para administração de medicação endovenosa, apenas 48,3% pessoas afirmaram fazê-lo e das 175 medicações endovenosas observadas 159 foram realizadas sem luvas. No procedimento de retirada de DIP identificamos que 2 profissionais utilizaram luvas, houve 1 e 5 lavagem de mãos antes e depois, respectivamente e o tipo de dispositivo mais utilizado foi o plástico, aparecendo 22/24 do total. Concluímos que a adesão dos profissionais às PP e o conhecimento teórico dos mesmos são insatisfatórios, deixando-os expostos e expondo os pacientes a possíveis riscos desnecessários. Os dados nos permitem propor intervenções utilizando estratégias específicas para aquela população. PIBIC /CNPq/UFSCar
Correspondência para: Melissa Alves Cirelli, e-mail: mel_cirelli@yahoo.com.br
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