Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O BRINQUEDO TERAPÊUTICO COMO UM AGENTE PROMOCIONAL DE SAÚDE

Patrícia Kuerten Rocha

Keyla Cristiane do Nascimento

Patricia de Gasperi

Marta Lenise do Prado

Juliana Aparecida Ribeiro

Denise M. Kusahara

INTRODUÇÃO: A violência infantil destaca-se por seu índice alarmante de ocorrências. As conseqüências deste ato podem ser agudas ou crônicas. Assim, decidiu-se realizar uma pesquisa envolvendo o brinquedo terapêutico com crianças vítimas de violência residentes em casas-lar (por abuso sexual e ou abuso físico e ou negligência) como um modo de promoção de saúde. O brinquedo terapêutico que neste caso classificamos como uma tecnologia leve, de cunho cuidativo, terá uma conotação de brinquedo não diretivo que dá à criança a liberdade de expressar-se verbal e não verbalmente, proporcionando as mesmas um meio confortável de contarem seus medos e preocupações, ajudando ao mesmo tempo, a enfermeira a perceber suas necessidades e sentimentos. OBJETIVOS: Desenvolver uma metodologia para aplicação do brinquedo terapêutico com crianças vítimas de violência e verificar a possibilidade de promover o cuidado a estas crianças utilizando este modo de cuidar. METODOLOGIA: Desenvolveu-se uma pesquisa convergente assistencial, de cunho qualitativo, com quatro crianças entre nove e onze anos, residentes em instituições diferentes, no período de setembro de 2004 a março de 2005. O acolhimento a estas crianças deu-se através do brinquedo terapêutico, utilizado pela enfermeira no âmbito do cuidado emocional as crianças e promoção de cuidados adequados, pois o mesmo, auxilia a criança a desenvolver sua capacidade de relacionar-se com o entorno, seu meio externo e o motivo de estar institucionalizada. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética da Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, Brasil. RESULTADOS: Com o desenvolver da metodologia proposta obteve-se uma série de resultados positivos com as crianças, as mesmas com o passar das sessões de brinquedo terapêutico conseguiram expressar seus sentimentos, medos, angústias, falar de seu mundo real e imaginal, entre outros. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Os resultados evidenciaram que a metodologia desenvolvida é adequada para a aplicação deste modo de cuidar nesta situação, e que, além de um cuidado imediato poderemos incentivar a promoção da saúde, através do cunho educativo e de estratégias de cuidado em longo prazo.

Correspondência para: Keyla Cristiane do Nascimento, e-mail: mda_keyla@yahoo.com.br