Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O DESAFIO DE SISTEMATIZAR UM SERVIÇO DE INSULINOTERAPIA

Mirane Morais

Simone de Pinho Barbosa

INTRODUÇÃO: A insulina é um hormônio secretado pelas células beta das ilhotas pancreáticas e se liga a um receptor da membrana celular facilitando a entrada da glicose para o interior das células. Durante períodos de jejum, a insulina inibe a quebra da glicose, proteínas e gorduras de reserva. O diabetes está sendo considerado como uma doença de proporções epidêmicas em todo o mundo com um número crescente de casos novos diagnosticados a cada ano. OBJETIVO: Trata-se de uma pesquisa de cunho monográfico e objetiva analisar o serviço de insulinoterapia do município de Coronel Fabriciano-MG, buscando a sistematização, qualificação bem como a padronização da insulina nas unidades básicas de saúde. METODOLOGIA: A metodologia utilizada foi a qualitativa, exploratória, descritiva, e os dados coletados por meio de entrevista, individual, através de 01 questionário semi-estruturado aplicada a funcionários de 10 unidades básicas de saúde. Foi adotado como critério de exclusão da amostra as unidade sob a estratégia saúde da família. Após o preenchimento de todos os questionários, os mesmos foram recolhidos e a partir daí, realizou-se a análise das questões identificando diferenças e consensos. Foram abordadas local de armazenamento da insulina, condições de conservação, período de distribuição e localização da geladeira de armazenagem. Utilizou-se como parâmetro de avaliação das respostas as literaturas definidas como referência na pesquisa. RESULTADOS: Em 70% das unidades, a geladeira destinada ao armazenamento da insulina fica na cozinha, 10% na sala de administração de medicamentos e as demais em locais variados. Em relação a conservação somente 20% possuem termômetro de controle de temperatura e geladeira exclusiva; 20% possuem geladeira comunitária a outros medicamentos e 60% utilizam a geladeira da cozinha sem qualquer controle de temperatura. Sobre a distribuição, 80% realizam durante o período integral de atendimento e 20% em um dos turnos. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Não há padronização de condições confiáveis para que o paciente receba insulina. Para sistematizar o serviço de insulinoterapia todas as unidades de saúde deveriam trabalhar de forma padronizada. Os frascos de insulina merecem uma atenção maior por parte dos responsáveis visando a garantia das propriedades do produto e o controle glicêmico dos pacientes. Cumpre ao município determinar o verdadeiro ônus econômico e epidemiológico do diabetes com base para definir a sua prioridade na agenda nacional de saúde.

Correspondência para: Simone de Pinho Barbosa, e-mail: sidepinho@terra.com.br