PERCEPÇÃO DA EQUIPE DE ENFERMAGEM EM PEDIATRIA
Fabiana Gonçalves Oler
Maria Rita Rodrigues Vieira
Durante muito tempo as crianças não foram reconhecidas como tal, sendo que somente a partir dos séculos 18 e 19, estas foram vistas como seres que requereriam cuidados mais específicos, dessa forma, vê-se o quão importante é a assistência de qualidade. Este estudo descritivo, pretendeu verificar o conhecimento e a percepção da Equipe de Enfermagem na assistência à criança hospitalizada em unidades pediátricas de um hospital escola na cidade de São José do Rio Preto. Torna-se necessário enfocar não só aspectos de formação profissional e de expectativas e sentimentos quanto à atuação na área, mas também sobre o relacionamento interpessoal. A amostra constituiu-se de 31 funcionários da unidade pediátrica do referido hospital, que responderam a um questionário semi-estruturado, sendo 6 (19,3%) enfermeiros e 25 (80,7%) auxiliares de enfermagem. Os dados foram coletados no mês de abril 2005, após parecer favorável do projeto pela Comissão de Ética e Pesquisa da FAMERP - SJRP, visando à preservação dos aspectos éticos. De acordo com os resultados obtidos verificou-se que a maioria (54,8%) dos profissionais não receberam preparo específico, porém todos gostam de trabalhar na área; a maioria (90,3%) têm carinho com as crianças, desabafam seus sentimentos (64,2%), não apresentam nenhum tipo de sintoma físico-emocional ao trabalhar (54,8%) e relataram sentir a morte da criança (64,5%); apresentam ótima relação com a equipe que trabalha (61,3%), com a criança e sua família (87,1%); não usam meios materiais para contato com a criança (71,0%), mas todos utilizam a conversa com essas no momento dos procedimentos. Conclui-se que todos apresentam bom nível de percepção acerca da assistência dispensada à criança hospitalizada, porém ainda existem lacunas. Assim, o aprimoramento da prática de enfermagem pediátrica e da qualidade na assistência exige que haja atualização dos profissionais de enfermagem, especialmente do enfermeiro, para que se incorpore um processo de cuidar que firme a relação afetivo-emocional entre quem cuida e quem é cuidado, com vistas a alcançar a saúde e o bem-estar da criança.
Correspondência para: Fabiana Gonçalves Oler, e-mail: faybi_f@ig.com.br |