Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DIAGNÓSTICO DOS MOTIVOS DE REINTERNAÇÃO DE CLIENTES COM INFATO AGUDO DO MIOCÁDIO

Tatyana Los de Melo Matos

Nébia Maria Almeida de Figueiredo

Este estudo tratou de responder a uma questão de pesquisa, entendida como: por que os clientes reinternam com IAM por uma ou mais vezes quando são orientados sobre os fatores de RISCO? Resolvemos fazer um diagnóstico dos motivos de reinternação na busca de identificação de riscos e para isso utilizamos o método quantitativo, sem controle, para identificar quantos internaram com IAM e destes, quantos reinternaram, pesquisa feita nos prontuários através do protocolo da instituição particular onde o estudo foi realizado. Também solicitamos àqueles que reinternaram a participação em nosso estudo respondendo temas contidos dentro da questão norteadora. Para isso, no atendimento à Portaria 196/96 do Ministério da Saúde, encaminhamos o projeto à Comissão de Ética para aprovação e solicitamos aos clientes a assinatura de um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Os resultados foram divididos em duas apresentações: a primeira diz respeito àqueles retirados dos prontuários que indicou 400 internações e destas 40 eram reinternações, confirmando que 10% retornam como afirma a OMS e que os RISCOS permanecem, como obesidade, fumo, álcool, falta de exercício, alimentação, estresse, preocupação, não eliminadas mesmo com a afirmativa de que receberam educação para a saúde e autocuidado; o segundo descreve sobre a participação dos clientes que aconteceu no período de setembro a dezembro de 2004, quando, neste momento, reinternaram 13 dos clientes e apenas 05 quiseram participar, surgindo desta situação duas categorias de análise: Querer participar - quando o cliente indica caminhos para a ação de cuidar /orientar em saúde e não querer participar – o silêncio do cliente e a impossibilidade de caminhar para cuidar / orientar em saúde. Os caminhos possíveis envolvem discussões que são positivas como: prazer, liberdade, querer e pensar sobre sua saúde e os negativos que envolvem aborrecimentos, estresse, sofrimento, impotência, medo e pressão. A conclusão que chegamos é que é necessário rever o discurso de RISCO, que nós assumimos que é o RISCO de VIVER a VIDA e para isso são necessárias novas formas de conversar sobre ele.

Correspondência para: Tatyana Los de Melo Matos, e-mail:

tatylos@ig.com.br