Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DOCÊNCIA E DIRETRIZES CURRICULARES NA ENFERMAGEM

Maria Zélia de Araújo Madeira

Maria da Glória Soares Barbosa Lima

O ensino da Enfermagem no Brasil se expande em um contexto de acelerados processos de urbanização e industrialização, dos quais as políticas educacionais de saúde são reflexos. Hoje, o ensino da graduação em Enfermagem é conduzido pelas Diretrizes Curriculares Nacionais (DCN's), através da resolução CNE/CES nº. 3, de 07/11/2001, que são orientações que devem ser seguidas por todas as instituições de ensino superior na reformulação dos seus projetos pedagógicos que contêm os currículos plenos de graduação e envolvem a implementação de mudanças curriculares, e que preconiza uma formação contemporânea, contextualizada e dinâmica, pautada na indissociabilidade de ensino, pesquisa e extensão, formando um enfermeiro generalista, crítico e apto a atuar em todas as dimensões do cuidado como promotor da saúde do cidadão, da família e da comunidade e com licenciatura em enfermagem capacitado para atuar na educação básica e profissional em enfermagem. O trabalho tem como objetivo propiciar uma reflexão acerca da formação do professor, à luz das DCN's do curso de graduação em Enfermagem, de modo a realizar as características apontadas no documento sobre a formação do enfermeiro no papel do docente. Trata-se de um estudo bibliográfico e documental com análise qualitativa. Buscamos na revisão de literatura, aprofundar os conhecimentos sobre a temática, e identificamos pontos que abordam a formação do enfermeiro como ser holístico, postura humana e competente no desempenho docente, com atuação transformadora na formação de novos profissionais. A instituição das DCN's, emanadas da Lei nº. 9. 394 das Diretrizes e Bases da Educação Nacional (LDB), sancionada em 20/12/1996, propiciou a preocupação com o processo de formação do professor na enfermagem, para o compromisso que temos em formar profissionais competentes e cidadãos que possam contribuir para um mundo mais justo e para o prestígio da profissão. Nos leva a acreditar que há grande influência da relação que o professor estabelece com o aluno, para que se cumpram as diretrizes para a formação de cidadãos conscientes de seu papel social. Acreditamos que o processo de aprendizagem possibilita ao indivíduo sair de posturas acríticas e rotinas do conhecido para procurar novas formas de interpretações da realidade, e é exatamente através dessa perspectiva que acreditamos ser viável ao profissional enfermeiro ser capaz de transformar a realidade da saúde através da sua ação educativa

Correspondência para: Maria Zélia de Araújo Madeira, e-mail: zeliamadeira@uol.com.br