RELAÇÕES INTERPESSOAIS EM TEMPOS DE GLOBALIZAÇÃO
Daniela Arruda Soares
Fruto da modernidade vigente contempla-se avanços científicos e tecnológicos, tendo na globalização uma dessas representações, a qual abarca um processo econômico, político e cultural, de grande dinamismo e alta complexidade, acontecendo em escala planetária e em ritmo intenso, requerendo a inserção de todos (RIGOTTO,1999). Assim, objetiva-se analisar os efeitos da globalização nas relações interpessoais, na perspectiva dos micro-processos das relações entre as pessoas e dos macro-processos das relações entre Estado, economia e sociedade. Para tanto, fez-se necessário a realização de pesquisa bibliográfica em Revistas de Enfermagem e outras produções científicas. No Brasil e no mundo, o processo de globalização, amplia e interfere nos micro processos das relações humanas e nos macro-processos das relações entre Estado, economia e sociedade. Nos primeiros, vê-se as relações sem expressarem vínculos de solidariedade social. Nos segundos, os imperativos macroeconômicos os transformam em estratégias mercadológicas da economia e do Estado, na tentativa de transformar a sociedade em objeto e a saúde em um bem de consumo qualquer. Urge repensar os efeitos da globalização nas relações interpessoais. Os seres humanos devem ser considerados dentro dos contextos históricos, social; a economia moral deve ceder lugar a mercantilização da vida, das relações, na perspectiva do cuidado e auxilio mútuos; o Estado deve se responsabilizar por uma política social que possibilite condições dignas para toda sociedade. Os micro e os macro processos das relações entre as pessoas encontram-se imbricados com a globalização, pois, uma alteração em qualquer uma destas variáveis poderá observar-se mudanças em ambos os sentidos. Por tudo isso, faz-se mister repensar quais passos a curto e longo prazo devem ser empreendidos, no sentido de não configurar a globalização como instrumento de dominação dos povos, mas como instrumento de expressão e ação dos mesmos. Em consonância com o que foi exposto, infere-se que para mudar o processo de assimetria nas relações interpessoais, com reflexos da globalização, é necessário ocorrer mudanças nos micro e nos macro-processos das relações entre as pessoas. Neste sentido, pequenas mudanças quotidianas devem possibilitar mudanças globais e vice-versa, concomitantemente, e que os limites estreitos de uma nação possam ceder espaço para uma ética pautada na solidariedade humana universal
Correspondência para: Daniela Arruda Soares, e-mail: dandani23@yahoo.com.br
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