ESCALA DE BRADEN: INSTRUMENTO PROGNÓSTICO PARA ÚLCERAS DE PRESSÃO
Tatyana Los de Melo Matos
Ana Lúcia Borges de Albuquerque
Ana Lucia Cascardo Marins
A ausência das úlceras de pressão (UP) é um indicador de qualidade nos serviços de saúde. Diversos métodos tem sido usados na avaliação sistemática dos pacientes (pt) considerados de risco para UP, sendo a escala de Braden, uma das mais utilizadas. O objetivo é analisar o potencial da escala de Braden para a identificação de pt com risco de desenvolver UP. É um estudo prospectivo em 715 pacientes em uma Unidade Coronariana (UC) de janeiro à novembro de 2003 sendo aplicada a escala de Braden em 69 pacientes identificados como de risco para desenvolverem UP, divididos em: Grupo I (surgimento de lesão cutânea na UC / 27 pt) (44,4% de homens, média de idade de 76 anos) e Grupo II (sem lesões cutâneas / 42 pt) (35,7% homens, média de idade 82 anos). Conforme a classificação de Braden, o grupo I se distribuiu em 25,9%, 29,7% e 44,4% de pacientes de alto, médio e baixo risco e o grupo II em 33,3%, 23,8% e 42,9%, respectivamente. Os principais diagnóstico de internação foram infarto do miocárdio, embolia pulmonar, insuficiência cardíaca e arritmias. Não houve diferença estatística entre a distribuição de sexo, idade, diagnóstico e no risco identificado na escala de Braden entre os grupos. A pontuação média na Braden foi de 13,66±2,92 (IC 12,79 – 14,53) no grupo I e 13,11±3,45 (IC 12,45 – 13,77) no grupo II (p=0,49). Concluímos que a utilização da escala de Braden nesta população não foi preditora de risco para lesão cutânea. O aumento da casuísta poderá modificar resultados futuros.
Correspondência para: Tatyana Los de Melo Matos, e-mail: tatylos@ig.com.br
|