TRABALHO NOTURNO: PERCEPÇÃO DOS ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
Marcia Tereza Luz Lisboa
Marcia Moreira de Oliveira
Lidiane Dias Reis
Trata-se de uma pesquisa cadastrada no Núcleo de Pesquisa Enfermagem e Saúde do Trabalhador (NUPENST) na linha de pesquisa: “O aluno de Enfermagem frente às questões de trabalho” do Departamento de Enfermagem de Saúde Pública da Escola de Enfermagem Anna Nery da Universidade Federal do Rio de Janeiro. Entre os serviços noturno destaca-se o serviço de saúde em geral e o de enfermagem em particular. O enfoque desta pesquisa foi dado ao acadêmico de enfermagem, futuro trabalhador de enfermagem. Tal preocupação deve-se porque o serviço noturno vem trazendo conseqüências muitas vezes prejudiciais para a saúde do trabalhador, entretanto é um turno de trabalho indispensável para atender as necessidades da população. Foi utilizado o referencial teórico Gradjean (1998), Regis (1998), Pitta (2003), Fischer et al. (2004). A pesquisa teve como objetivos: identificar a percepção do acadêmico de enfermagem em relação ao trabalho noturno; analisar a percepção do acadêmico de enfermagem sobre a influência do plantão noturno na saúde do trabalhador de enfermagem. O estudo foi do tipo quantitativo, onde participaram 67 acadêmicos de enfermagem do terceiro período do Curso de Graduação em Enfermagem e Obstetrícia de uma Universidade Pública, na Cidade do Rio de Janeiro. Utilizou-se um questionário com perguntas abertas e fechadas que foi aplicado em agosto/2004. Atendeu-se os requisitos da Resolução 196/96. Os dados quantitativos foram organizados por grupos de variáveis (características pessoais e percepção do trabalho noturno) para fazer a análise. Quanto ao trabalho a minoria (7,5%) tem ou teve experiência com trabalho noturno. Os acadêmicos que pretendem optar pelo turno noturno (15%), apenas 1,5% mencionou que este pode ser prejudicial para a saúde, os demais acreditam que podem recuperar suas energias durante o dia. Dos 16,4% que acham que o trabalho noturno não é prejudicial para a saúde, 14,9% pretendem optar pelo trabalho diurno. Concluiu-se que embora a minoria dos acadêmicos de enfermagem tenham tido experiência com o trabalho noturno, a maioria conhece alguns efeitos negativos que podem ser ocasionados devido esse turno, porém associando apenas com os aspectos fisiológicos. A pesquisa trouxe subsídios para que essas questões sejam tratadas ainda no Curso de Graduação de Enfermagem para um melhor preparo e conscientização do futuro profissional. Sugere-se, portanto, a inclusão desta temática para discussão em sala de aula entre professores e alunos.
Correspondência para: Marcia Tereza Luz Lisboa, e-mail: marcialis@terra.com.br
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