FENÔMENO ADESÃO AO TRATAMETO DO PORTADOR DE DIABETES MELLITUS TIPO 2
Camila Cardoso Caixeta
Sueli Aparecida Frari Galera
Vânia Moreno
INTRODUÇÃO: O Diabetes Mellitus tipo 2 atinge em média 7,6% da população adulta brasileira de 30 a 69 anos de idade. Por enquanto é possível pensar no bom controle do diabetes através da alimentação, atividade física e uso de medicamentos. O paciente que adere a este controle é possível prevenir as complicações e favorecer a qualidade de vida do portador. Assim a adesão é um tema fundamental para a resolubilidade no controle do diabetes e pode ser entendida como um complexo de fenômenos que envolvem desde o tratamento medicamentoso até a mudança de estilo de vida. OBJETIVO: discutir o fenômeno adesão ao tratamento de Diabetes Mellitus tipo 2 através de estudos realizados sobre o tema nos últimos cinco anos. METODOLOGIA: Revisão bibliográfica tendo como fonte LILACS E MEDLINE, como palavras chaves diabetes mellitus tipo 2 e adesão, realizados nos últimos cinco anos. RESULTADOS: Alguns trabalhos apontam o diabetes, como doença auto dirigida sendo o cuidado diário uma responsabilidade do paciente. Outros apontam que os problemas relacionados com a não aderência baseia se nas relações entre pacientes e profissionais, que devem ser redefinidas de acordo com a realidade do diabético. Foram encontrados estudos que apontam a aderência ao tratamento medicamentoso intimamente ligada à complexidade da prescrição de hipoglicemiantes orais. Outros trouxeram a aderência fortemente influenciada pela família como meio de mudança de estilo de vida e comportamentos de saúde dos pacientes. E ainda foram encontrados alguns que salientam os fatores demográficos, variáveis biológicas e variáveis psicossociais são influências diretas na aderência do paciente ao controle e monitorização da glicose sanguínea. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Não existe na literatura uma definição única para estabelecer quando a pessoa está aderida ou não ao tratamento, os estudos dividem-se em aqueles que focalizam a adesão ao tratamento medicamentoso ou à mudança no estilo de vida. Nota-se, também que ao discutir a adesão do portador de diabetes tipo 2 aos tratamentos, que há uma estreita relação com o apoio familiar embora os estudos encontrados apontem para a família como fator determinante, não foram encontrados na literatura, trabalhos que estudem em profundidade os reflexos dessa interação paciente/família/tratamento. Assim, a questão da adesão à terapêutica merece ser discutida e estudada por profissionais de saúde por se tratar de um ponto fundamental no cotrole do Diabetes Mellitus tipo 2.
Correspondência para: Camila Cardoso Caixeta, e-mail: camilaccaixeta@uol.com.br
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