Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O PAPEL DA ENFERMAGEM EM QUIMIOTERAPIA AMBULATORIAL

Simone Keese Albertini

Lilian Carla Ferrari Sossai

Elza de Fátima Ribeiro Higa

INTRODUÇÃO: Durante a 3° série do Curso de Enfermagem da FAMEMA, nos deparamos com pacientes que necessitavam da assistência especializada para área de oncologia. Atualmente o câncer é a segunda causa de morte por doença, sendo que em 1994, 11% dos 887. 594 óbitos foram por neoplasmas, com predominância maior em homens (BRASIL, 1997). Devido à complexidade e o impacto social dessas afecções, consideramos essencial os saberes específicos da enfermagem, visando a assistência integral ao paciente. OBJETIVOS: Conhecer o processo de trabalho da equipe de enfermagem do Ambulatório de Quimioterapia do Hemocentro da Faculdade de Medicina de Marília (FAMEMA); compartilhar o conhecimento adquirido com acadêmicos e profissionais e comparar o que a literatura traz em relação à assistência em Oncologia com o trabalho desenvolvido nesse Ambulatório. METODOLOGIA: Trata-se de uma pesquisa exploratória e descritiva, realizada através da revisão bibliográfica de dez artigos científicos que apresentam a atuação da Enfermagem em quimioterapia ambulatorial e pela observação da prática cotidiana, bem como dos documentos que organizam o processo de Enfermagem nesse serviço. Os critérios de seleção dos textos foram: artigos publicados em revistas nacionais e que constam do acervo da biblioteca da FAMEMA. RESULTADOS: A Assistência de Enfermagem no Ambulatório de Quimioterapia do Hemocentro está fundamentada na Missão da Institucional, na demanda de cuidados dos pacientes, na lei do exercício profissional e nas diretrizes do SUS: universalidade, equidade, integralidade e respeito à cidadania. Operacionaliza-se através dos protocolos elaborados pela equipe multidisciplinar de trabalho, onde se prioriza a assistência biopsicosocial, pelo exercício do acolhimento, da escuta sensível, da clínica ampliada do sujeito, do vínculo e da responsabilização. De maneira geral, os artigos científicos abordam sobre essa especialidade, demonstrando que as enfermeiras têm um convívio mais próximo com os pacientes e familiares e conseguem tornar o seu trabalho mais humanizado, com enfoque nas necessidades de cuidado dos pacientes. Comparando a realidade acima descrita percebemos que há semelhanças muito fortes entre a literatura e a prática vivenciada. CONCLUSÃO: Tanto os profissionais atuantes quanto os estudiosos desse assunto, estão preocupados com a humanização e com a sistematização da assistência, bem como com cuidados especializados para a área da Oncohematologia.

Correspondência para: Simone Keese Albertini, e-mail: si@famema.br