Goiânia, 07 de novembro de 2005.

AMAMENTAÇÃO: ENFERMAGEM NA EDUCAÇÃO EM SAÚDE

Simoni Furtado da Costa

Marcelo de Lima Soares

Aline Landim Farani Faria

Waldecyr Herdy Alves

Os conhecimentos científicos atuais, sobre o leite humano são considerados, de forma consensual, como o único alimento capaz de atender de maneira adequada a todas as peculiaridades fisiológicas do metabolismo dos lactentes. A OMS, (1989) preconiza a adoção de estratégias que favoreçam a prática da amamentação exclusiva até o sexto mês de vida da criança. Com base nessas perspectivas, a enfermagem deve desenvolver seu papel no auxílio a essas mães, através de informações relacionadas às práticas corretas da amamentação, armazenamento de leite materno e sobre as leis de proteção à amamentação e maternidade. O desmame precoce tem sido objeto de inúmeras discussões tanto no plano jurídico quanto da saúde. É importante lançarmos nossos olhares sobre as representações que se formulam no coletivo social no que diz respeito à capacidade de compreensão das mulheres que se encontram em período de amamentação, sobre a prática correta da amamentação, ordenha do leite materno e ainda sobre seus direitos constituídos à luz da legislação materno–infantil. Objetivamos fazer um levantamento sobre as publicações bibliográficas que tratam de aleitamento materno e mulheres trabalhadoras, verificar, através das publicações, o conhecimento das mães a respeito das técnicas de amamentação e o conhecimento de seus direitos e deveres constitucionais sobre a temática em questão. A metodologia consiste em pesquisa bibliográfica com busca em teses, periódicos nacionais e internacionais dos últimos cinco anos, com busca na internet. RESULTADOS: a revisão de literatura revelou que, as mães fazem confusão entre informações prestadas pela equipe de saúde e seus familiares. Uma das pesquisas mostra que é possível a mãe trabalhadora amamentar seu filho, mas, para isso, é necessário que tenha assistência de profissionais de saúde durante a lactação. Outra aponta que 61,0% das mães não conheciam a maneira correta de a criança abocanhar o mamilo e 84,6% das entrevistadas não conheciam as leis de proteção à nutriz trabalhadora. Concluiu-se que é baixo o nível de conhecimento, por parte das lactentes sobre as questões fundamentais para o sucesso da amamentação. É preciso mais incentivo e orientação para o aleitamento durante o período que corresponde à lactação e trabalho materno e isso pode ser feito, pela enfermagem, em qualquer fase do acompanhamento à gestante.

Correspondência para: Simoni Furtado da Costa, e-mail: simonifuff@click21.com.br