Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O CUIDAR EM ENFERMAGEM COM CLIENTES CO-INFECTADOS HIV/TUBERCULOSE

Joséte Luzia Leite

Caroline Carvalho da Silva

Fernanda Gonçalves da Silva

Cláudia de Carvalho Dantas

A partir dos resultados da pesquisa “Fatores de risco relacionado com o uso de cateter venoso em pacientes HIV positivo” apoiada pelo CNPq. Verificamos que a tuberculose (TB) foi uma das doenças oportunistas mais presentes na população estudada como confirma a literatura. O Boletim Epidemiológico de AIDS do Ministério da Saúde (MS)/2005 informa que de 1980 à 2004 foram notificados 362. 364 casos de aids no Brasil. O MS e a FUNASA alertam para o número crescente de casos de co-infecção HIV/TB, como uma das principais complicações nos HIV positivos devido a alta virulência do bacilo independente do comprometimento do sistema imunológico. Relevância: possibilita discutir formas de abordagem no tratamento e cuidado da clientela co-infectada haja vista a não diferenciação no tratamento medicamentoso proposto pelo MS. OBJETIVOS: 1. Identificar o perfil epidemiológico dos clientes com HIV/AIDS e bacilo da TB em acompanhamento ambulatorial; 2. Analisar os fatores inerentes à adesão ao tratamento no grupo investigado; 3. Apontar estratégias de intervenção diferenciada para essa clientela e implicações para enfermagem. METODOLOGIA: estudo descritivo exploratório com abordagem quanti-qualitativa, no período de janeiro de 2004 a janeiro de 2005, em ambulatórios de imunologia e pneumologia de um Hospital Universitário do Rio de Janeiro após aprovação do Comitê de Ética da Instituição. Amostra: 55 clientes adulto-jovens (17 mulheres e 38 homens) na faixa etária majoritária de 20 a 49 anos (48). Desses, 13 estão em retratamento. Utilizamos um instrumento para caracterização da clientela, principais exames realizados, evolução clínica e aspectos de adesão aos tratamentos. Consultamos os prontuários e quando necessário, as enfermeiras além de entrevistas com os clientes. RESULTADOS: Constatamos que 27 têm TB pulmonar, 22 extra pulmonar e 6 ambas. Durante este período 22 receberam alta para o tratamento da TB, quatro foram a óbito, dois pediram transferência, um devido a intolerância suspendeu o tratamento, seis abandonaram e 21 se encontram em acompanhamento. Quanto escolaridade encontramos sete com 3º grau, 20 com 2º grau, 27 com 1º e uma analfabeta; Renda familiar a maioria (34) encontra-se na faixa de 2-5 salários. A orientação a clientela e a população devido ao aumento da morbimortalidade e da não adesão medicamentosa tornam-se necessária para o cuidado de enfermagem ao cliente e sua família. Pesquisa apoiada pelo CNPq.

Correspondência para: Caroline Carvalho da Silva, e-mail: carolzinha_nurse@ig.com.br