BINÔMIO MÃE-FILHO TRANSPONDO A ROTINA HOSPITALAR
Giese dos Santos Soares
Letícia Brites Coradini
Cláudia M. Diaz Machado
A compreensão do comportamento da mulher durante a gestação, parto e puerpério exigem empatia e sensibilidade da equipe de enfermagem. Frente a isso, justifica-se a realização deste estudo, ampliar os conhecimentos a cerca dos eventos e modificações decorrentes da maternidade, as adaptações peculiares de um novo ser e a influência do meio familiar nestes. Assim, esta pesquisa objetiva discutir a práxis cotidiana, bem como ampliar a percepção e a participação da equipe de saúde frente à fragilidade, insegurança e emotividade da mulher evidentes nesta fase. Trata-se de uma pesquisa descritiva do tipo estudo de caso que relata a história de S. N. P. , 22 anos, GIIIPIII e sua recém nascida, realizada nos meses de abril e maio de 2005 em uma Maternidade Pública de Saúde de Santa Maria (RS), durante o período de prática acadêmica do 5º semestre do Curso de Enfermagem do Centro Universitário Franciscano (UNIFRA). Seguindo-se, no decorrer da pesquisa, os preceitos éticos contidos na Resolução 196/96 (BRASIL). A coleta de dados constituiu-se da aplicação de um questionário com perguntas abertas e fechadas e visitas domiciliares previamente agendadas, nas quais evidenciaram-se as práticas de saúde; bem como o contexto sócio-econômico e cultural em que esta família estava inserida. A partir disso, identificaram-se suas necessidades de cuidado. Visto que segundo HORTA (1979), a enfermagem é a arte e a ciência de assistir o ser humano no atendimento de suas necessidades humanas básicas e de torná-lo independente dessa assistência pelo ensino do autocuidado. Um dos aspectos que foram enfatizados, entre tantos pertinentes nesse período, foi a estimulação do aleitamento materno, o qual segundo MONTAGU (1988) substitui o cordão umbilical e a placenta, estabelecendo troca simbiótica entre a mãe e a criança; apresentando inúmeras vantagens. Além disso, o cuidado educativo oferecido baseou-se nas idéias de LEININGER (1991), quando refere que as ações do cuidar devem começar a partir da visão de saúde do paciente e, não, da enfermagem. Justificando que para a continuidade do plano de cuidados, a educação e o conhecimento do ambiente domiciliar constitui-se imprescindível. Portanto, desenvolver este estudo propiciou conhecer e vivenciar as transformações e mudanças decorrentes da gestação, parto e puerpério, considerando-os momentos singulares. E como tais, exigem mais do que a observação de aspectos e propostas acadêmicas na efetivação dos cuidados implementados.
Correspondência para: Giese dos Santos Soares, e-mail: giesesoares@yahoo.com.br
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