PERFIL DAS MULHERES E PERIODICIDADE NA PREVENÇÃO DO CÂNCER DE COLO
Mayerle da Costa Pinho
Ruth Bernardes de Lima
O Brasil foi um dos primeiros países a introduzirem o Exame Preventivo para detecção precoce do câncer de colo do útero, mas mesmo assim essa doença continua sendo um problema de saúde pública. Esta pesquisa teve como objetivo descrever o perfil epidemiológico e sócio-econômico das mulheres entre 20 a 59 anos, residentes a quadra 1004 Sul de Palmas-TO, nesta quadra existe uma equipe de Saúde da Família. Foram analisados além das caracteristicas gerais perfil epidemilógico, hábitos de vida, motivos de realização ou não do exame preventivo e o número de exames preventivos já realizados. Trata-se de um estudo descritivo, com abordagem quanti-qualitativa. Foram entrevistadas 125 mulheres. Após a análise dos resultados constatou-se que 93,4% já haviam realizado o exame preventivo, 12% declaram ser fumantes, o ínicio precoce da atividade sexual foi evidencia neste estudo uma caracteristica da regional detectada em outros estudos, os principais motivos para a realização do exame preventivo foram: prevenção do câncer (29,9%), medo do câncer (10,3%), queixas ginecológicas (12,8%) e outros (42,7%) como rotina, cuidados com a saúde, por ser importante e para prevenção de doenças, demonstrando que prevenção ainda não é principal motivo da busca ao exame. As principais razões para a não realização do exame foram: medo ou vergonha e falta de interesse. Em relação ao número de exames (60,7%) de mulheres fizeram o preventivo mais de 5 vezes. Os resultados indicaram algumas atitudes comportamentais que devem modificadas. Há necessidade de enfatizar a significância de ter hábitos de vida saudáveis, ressaltando que neste estudo alguns comportamentos evidenciados devem ser modificados, tais como: redução do consumo de álcool, adesão a atividades físicas como forma de controle do peso e abandonar o tacabo como forma preventiva de doenças evitáveis e redução do risco do câncer. Mesmo com um número representativo de mulheres que já fizeram o exame preventivo, ainda existe uma minoria a ser trabalhada em prol da prevenção sendo um desafio para sa equipes de saúde. As ações educativas devem ser focadas para este público e as jovens possibilitando assim ações protetoras e adeção ainda maoir ao exame de forma rotineira e consciente.
Correspondência para: Ruth Bernardes de Lima, e-mail: ruthlima@ulbra-to.br
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