PRESENÇA DE DEPRESSÃO EM ACADÊMICOS DE ENFERMAGEM
Roberta Peliçari de Toledo Cassiano
Antonia Regina Ferreira Furegato
Edilaine Cristina da Silva
Mariara Cássia de Campos
INTRODUÇÃO: Depressão é doença causada por fatores biológicos, genéticos e psicológicos com conseqüências sociais. Por ser altamente freqüente, sentimos a necessidade de identificar sua incidência entre os estudantes de enfermagem. OBJETIVO: Identificar a presença de sinais indicativos de depressão entre acadêmicos de enfermagem. METODOLOGIA: Estudo exploratório descritivo com acadêmicos do 1º, 2º e 3º anos do Curso de Graduação em Enfermagem (EERP/USP). Instrumentos e coleta dos dados: Inventário de Beck e Escala de Zung. Após contato com os docentes das disciplinas que reuniam maior número de alunos, aplicou-se os questionários auto respondidos. Os alunos concordaram assinando o Termo de Consentimento. O projeto foi aprovado pelo CEP da EERP/USP. Análise: os dados obtidos foram agrupados em planilhas de cálculo e submetidos ao tratamento estatístico no SPSS. A análise dos resultados foi feita com base na literatura sobre o tema. RESULTADOS E DISCUSSÃO: Participaram da pesquisa 224 sujeitos, alunos dos três primeiros anos da graduação em enfermagem. A maioria (95,1%) era do sexo feminino, com idade entre 17 e 44 anos, com predominância de 21 a 25 anos (60,3%). Quase todos (95,6%) eram solteiros, 3,1% casados e 1,3% separados. Estes 3 indicadores mostram mudanças no perfil dos alunos de enfermagem. Na identificação da depressão, os 2 instrumentos mostram diferenças. Segundo o Inventário de Beck, 181 alunos (80,8%) não apresentaram sinais indicativos de depressão, 28 apresentaram depressão leve/disforia, 14 moderada e 1 grave. A Escala de Zung detectou 219 alunos (97,8%) sem depressão e 5 com depressão moderada e grave. Os alunos que apresentaram sinais indicativos de depressão foram informados do resultado, sendo orientados quanto a importância de procurarem ajuda profissional, especialmente aqueles com maiores níveis de depressão. CONCLUSÕES: Observou-se diferenças na detecção dos sinais de depressão entre os 2 instrumentos utilizados. O Inventário de Beck mostrou maior sensibilidade ao detectar a presença de sinais indicativos de depressão em 43 alunos (19,2%), diferenciando ausência de depressão bem como depressão leve/disforia, moderada e grave. O aluno identificado com depressão grave foi o mesmo nos 2 instrumentos. Os índices encontrados neste estudo estão próximos aos da população em geral. Os enfermeiros, desde sua formação, precisam estar alertas detectando e enfrentando a depressão antes que cause prejuízos para o seu desempenho profissional.
Correspondência para: Roberta Peliçari de Toledo Cassiano, e-mail: roberta_dede@yahoo.com.br
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