ASPECTOS PSICO-EMOCIONAIS DO PACIENTE DIABÉTICO SUBMETIDO A AMPUTAÇÃO
Alessandra de Deus Silva
Maria Pontes de Aguiar Campos
Maria Claudia Tavares de Mattos
Ana Dorcas de Melo Inagaki
Amandia Santos T. Daltro
Rita Maria Viana Rego
Maria Auxiliadora Resende Feitosa
Wilma Rezende Lima
O presente estudo aborda as percepções e as emoções experimentadas por pacientes diabéticos hospitalizados submetidos à cirurgia de amputação de extremidades inferiores como forma de tratamento. Os objetivos foram descrever quais os sentimentos vivenciados pelos pacientes diabéticos frente à amputação de membros inferiores; conhecer como ocorre a preparação psico-emocional destes pacientes nas fases pré e pós-operatória, e verificar se a assistência do profissional de enfermagem atende as necessidades dos pacientes na opinião dos mesmos. O método de pesquisa escolhido foi o de abordagem qualitativa; como técnica de coleta de dados utilizou-se a entrevista semi-estruturada. A amostra foi representada por 06 (seis) pacientes diabéticos internados em instituição de saúde de grande porte da cidade de Aracaju-Sergipe. Na execução da análise e discussão dos dados obtidos constatou-se que os sujeitos da pesquisa reagem à amputação com espanto, tristeza, negação, aceitação, medo, preocupação, ansiedade e dúvidas; pouca ou nenhuma preparação psico-emocional foi dada a esses pacientes no pré e no pós-operatório e a assistência de enfermagem está aquém do que se entende como ideal, por enxergar os pacientes apenas em sua concepção física, ignorando as particularidades da patologia e deixando de atender as necessidades psicológicas e emocionais que normalmente acompanham o paciente amputado. A preparação psicológica e emocional pré-operatória dos pacientes investigados mostrou que apenas 02 (dois) deles tiveram visita do médico acompanhado do psicólogo, e que estes profissionais demonstraram solidariedade e apoio aos pacientes, além de tranqüilizá-los em relação à operação a que se submeteriam. 04 (quatro) pacientes não foram orientados neste sentido, ficando sem qualquer informação que pudesse norteá-los e acalmá-los antes da cirurgia. No pós-operatório ainda se percebeu o distanciamento que se fez presente entre profissionais de saúde e pacientes, visto que apenas 01 (um) recebeu algum apoio psico-emocional após ter sido amputado, em detrimento de outros 05 (cinco) pacientes que não tiveram nenhum tipo de orientação subseqüente à amputação, desde cuidados físicos diários que o paciente amputado deve passa a ter, como também conforto psicológico e emocional após uma cirurgia demasiadamente desgastante sob esse aspecto.
Correspondência para: Maria Pontes de Aguiar Campos, e-mail: mapacampos@ig.com.br
|