Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O ENFOQUE DO ENFERMEIRO NA HUMANIZAÇÃO DO PARTO.

Hellen Quézia Faria Zibordi

Carina Gobato Aprile

Jaqueline de Oliveira Santos

Para muitas pessoas, humanizar pode parecer uma redundância, pois a primeira interpretação que geralmente se faz é: tornar-se humano. Logicamente ser um humano não garante que esta pessoa haja com humanização, agir com humanização significa agir com ética, respeito, profissionalismo e de forma individual. Humanizar é também a capacidade de ser frágil, poder chorar, sentir o outro, ser vulnerável, e ao mesmo tempo ter vigor, lutar, resistir, poder traçar caminhos. A humanização pode se fazer presente em toda a prática de saúde, dentre elas a assistência ao parto. A maternidade é um momento ímpar para a mulher, que traz no seu bojo uma gama de significados e mudanças que a transformam em mãe. E, para que ela seja vivida de forma sublime e inesquecivelmente gratificante, é preciso respeitá-las como mulheres e seres individuais que vivenciam um momento de elevada significância. No entanto, a prática obstétrica atual é caracterizada pela impessoalidade e pelo intervencionismo e, a mulher nunca esteve tão sozinha durante o nascimento quanto atualmente, sendo submetida a uma série de intervenções obstétricas realizadas muitas vezes sem orientação prévia. A enfermagem, enquanto membro da equipe obstétrica exerce papel importante na assistência ao parto, sendo primordial para garantir a satisfação da mulher. O trabalho visa realizar uma revisão bibliográfica das publicações latino-americanas dos últimos cinco anos, que enfocam a assistência humanizada durante o processo de parturição para observar como a enfermagem pode atuar para contribuir na humanização da assistência e, conseqüentemente melhorar a qualidade da atenção ao parto.

Correspondência para: Hellen Quézia Faria Zibordi, e-mail: hellenquezia@gmail.com