Goiânia, 07 de novembro de 2005.

FAMÍLIAS DE CRIANÇAS RENAIS CRÔNICAS: REVISÃO DE LITERATURA

Érica Simpionato

Camila Cristina Mantoani

Carolina Camilo Correia

Semiramis Melani Melo Rocha

Compreender a vivência da família de crianças com insuficiência renal crônica em diálise peritoneal é uma primeira etapa para subsidiar os cuidados de enfermagem, levando em conta a integralidade do ser humano, a qualidade de vida e a promoção da saúde da família. A enfermagem familiar irá ajudar o enfermeiro a abordar os aspectos específicos da criança em seu processo diagnóstico-terapêutico e também envolvendo a família neste processo. Para isso torna-se necessário uma revisão de literatura, identificando os conhecimentos atuais e possíveis lacunas que poderão motivar novas investigações. O objetivo é apresentar uma revisão de literatura de famílias de crianças com Insuficiência Renal Crônica em diálise peritoneal e os cuidados de enfermagem. Utilizou-se dos banco de dados PUBMED e LILACS e PsycINFO. As palavras-chave utilizadas para a busca foram: “criança”, “insuficiência renal crônica”, “diálise peritoneal” e “enfermagem”. A literatura traz algumas dificuldades que as famílias enfrentam, como as questões relacionadas ao processo de ter uma criança com IRC, ao estresse na família e as causas que desencadeiam esses estresses. Entre as causas do estresse, a preocupação com o crescimento da criança é um fator importante. É preocupante a expectativa da família por uma solução definitiva, portanto a enfermagem deve ajudar a família a conviver coma doença crônica. A literatura também aponta inovações tecnológicas, a necessidade de uma equipe multidisciplinar integrada para facilitar o processo terapêutico e a importância da comunicação. Neste contexto, emergem indicadores para o planejamento do cuidado de enfermagem. A enfermagem familiar irá ajudar o enfermeiro a abordar os aspectos específicos da criança em seu processo diagnóstico-terapêutico e também envolvendo a família neste processo. Ao inserir-se no processo de interação com a família das crianças com insuficiência renal crônica, a enfermagem poderá assumir seu papel no cuidado, estabelecendo um diálogo com os familiares, pelo qual emergem suas necessidades e possibilidades de enfrentamento das situações em busca de um equilíbrio.

Correspondência para: Érica Simpionato, e-mail: ericasimp@yahoo.com.br