Goiânia, 07 de novembro de 2005.

SOBREVIDA DE CRIANÇAS CARDIOPATAS AOS DIAGNÓSTICOS DE ENFERMAGEM

Viviane Martins da Silva

Marcos Venícios de Oliveira Lopes

Thelma Leite de Araujo

INTRODUÇÃO: Existem vários aspectos envolvidos no cuidado à criança com doença cardíaca congênita, sendo difícil prever as necessidades afetadas em virtude das alterações hemodinâmicas, das mudanças no desenvolvimento físico e das reações familiares ao diagnóstico e evolução clínica da criança. Todas estas limitações produzem alterações em suas respostas humanas, as quais podem se modificar com o tempo. Uma visão seccional das respostas humanas apresenta apenas um panorama parcial do problema. OBJETIVOS: analisar a sobrevida relacionada aos diagnósticos de enfermagem apresentada por crianças com doenças cardíacas congênitas e determinar os diagnósticos que apresentaram tempo de sobrevida estatisticamente relacionado às variáveis sexo e idade. METODOLOGIA: Estudo prospectivo realizado com 45 crianças com doenças cardíacas congênitas. Para análise de sobrevida, construiu-se uma tábua de vida com dados analisados pelo método do produto limite de Kaplan-Meyer. Analisou-se a sobrevida dos diagnósticos isoladamente e comparou-se a sobrevida de acordo com o sexo e a idade da criança. RESULTADOS: Identificou-se 22 diagnósticos de enfermagem acompanhados em 6 evoluções, encontrando-se níveis com aparente estabilização do quadro de ocorrência. Aproximadamente 88% das crianças desenvolveram Troca de gases prejudicada nos dois primeiros dias de acompanhamento, com sobrevida, em média, de três dias de acompanhamento. Padrão respiratório ineficaz foi apresentado por 73% das crianças nas primeiras 48 horas com média de sobrevida de três dias. Intolerância à atividade também ocorreu precocemente no período de acompanhamento com média de sobrevida de quatro dias. Os dados indicam que Risco para infecção, Crescimento e desenvolvimento retardados e Perfusão tissular ineficaz ocorreram precocemente e permaneceram presentes por todo o período de internamento. Risco para infecção apresentou sobrevida média de quatro dias. A sobrevida para o diagnóstico Crescimento e desenvolvimento retardados foi de cinco dias. Perfusão tissular ineficaz teve sobrevida, em média, de seis dias. CONSIDERAÇÕES FINAIS: Diante das condições clínicas adversas de uma criança com doença cardíaca congênita, o enfermeiro necessita tomar decisões visando encontrar as melhores respostas da criança. O acompanhamento clínico das crianças com cardiopatias congênitas direciona a tomada de decisão com referência aos cuidados de enfermagem necessários em cada etapa do internamento.

Correspondência para: Thelma Leite de Araujo, e-mail: thelma@ufc.br