TRABALHO EXTRACURRICULAR DE EDUCAÇÃO EM SAÚDE
Maria Beatriz de Oliveira Dias
Viviane Marten Milbrath
Queli Lisiane Castro Pereira
Alexandra Camargo de Moraes
Mariana Oliveira Vaucher
Este trabalho tem por objetivo relatar a experiência de acadêmicas de Enfermagem e Obstetrícia, no qual realizam estágio voluntário em uma Associação de diabéticos do Sul do Rio Grande do Sul. Os encontros realizam-se uma vez por semana, os grupos são mensais, com duração média de uma hora. Nossa função durante os encontros é verificar nível de glicemia, pressão arterial e peso, fazendo uma anamnese do cliente, além de contribuir com os grupos através de palestras, bate-papos, também colaborando nas discussões realizadas. A cada cliente é fornecido uma carteirinha, sendo anotado a cada encontro níveis de glicose, pressão arterial e peso para posteriores avaliações, sendo estes valores também abordados durante o grupo. O grupo tinha por objetivo melhor compreensão da realidade da patologia, promovendo assim um ser capaz de cuidar de si próprio resultando em uma melhor qualidade de vida. Durante os encontros são discutidos todos os assuntos que permeiam o diabetes como alimentação, discussões sobre níveis alterados da glicemia (hiperglicemia/hipoglicemia), cuidados gerais com o corpo dando ênfase a pernas e pés, aplicação da insulina e a importância de se realizar o rodízio, medicação específica. Nos primeiros contatos com o grupo nos sentimos ansiosas, por estarmos tratando de um assunto tão complexo, mas logo nos interamos com o todo e tudo ficou mais fácil. Pode-se perceber claramente que no decorrer dos encontros os diabéticos se sentiam mais preparados para enfrentar esta condição em suas vidas. É muito gratificante para nós como acadêmicas sabermos que estamos contribuindo para a busca do equilíbrio necessário para que o diabético possa assim alcançar qualidade de vida. Podemos perceber que as dúvidas mais freqüentes eram relacionadas com alimentação, exercícios físicos, cuidados gerais com o corpo, aplicação e armazenamento da insulina. Conforme as dúvidas vão surgindo vamos esclarecendo, todos os temas são retomados freqüentemente para que não sejam esquecidos. O diabetes não tem cura, mas está nas mãos dos profissionais de saúde e principalmente do enfermeiro a orientação do diabético, visto que o enfermeiro é por natureza um educador em saúde. A gratificação está em sabermos que podemos de forma singela ajudar na mudança da vida do diabético para que através da educação em saúde possa cuidar-se de forma eficiente prevenindo assim possíveis agravos decorrentes da patologia
Correspondência para: Maria Beatriz de Oliveira Dias, e-mail: quelilisiane@terra.com.br |