Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O ALEITAMENTO MATERNO EM BEBÊS DE RISCO

Taciana Helena Thomazini

Introdução: A OMS recomenda que todas as crianças sejam alimentadas exclusivamente com leite materno até os seis meses de idade. A relevância deste estudo relaciona-se à necessidade de se conhecer a realidade da população estudada a fim de que sejam criados e desenvolvidos programas de Educação em Saúde específicos às díades mãe-bebê, especialmente pelos riscos que a não ocorrência do aleitamento materno podem acarretar a estes bebês. Objetivos: Caracterizar as dificuldades observadas e referidas pelas mães no aleitamento materno de bebês de risco; analisar a técnica de aleitamento materno de bebês de risco; caracterizar as dificuldades e as causas referidas para o desmame de mães de bebês de risco que não se encontram em aleitamento materno. Metodologia: Esta pesquisa é considerada descritiva; os materiais utilizados consistiram em impressos diversos para o preenchimento do termo de Consentimento Livre e Esclarecido, protocolo de observação da mamada e fichas de identificação; os sujeitos da pesquisa consistiram em 17 bebês de risco; para coleta de dados foi realizado visita domiciliária para observação da mamada e aplicação do questionário; posteriormente, as informações contidas nas tabelas foram descritas, categorizadas e algumas informações obtidas, consideradas mais relevantes, foram discutidas com base na literatura especializada no tema, bem como através de inferências e discussões do grupo. Resultados: Dos 17 bebês observados, 10 já havia sido desmamados e sete ainda estavam em aleitamento materno, sendo que destes, penas um encontrava-se em aleitamento materno exclusivo. As dificuldades mais referidas pelas mães foram a de que o bebê fica muito tempo mamando e a de que as mamas ficavam muito cheias. A indicação médica foi uma das causas de desmame mais referida. A pesar de dados positivos, a observação da mamada também detectou aspectos inadequados no aleitamento materno. Conclusão: Através dos dados obtidos na presente pesquisa, questionou-se a qualidade da educação em saúde para gestantes de risco, bem como à puérperas com dificuldades no aleitamento materno. Tal fato pode se dever ao fornecimento incorreto ou insuficiente das informações por parte dos serviços de saúde, para o correto aleitamento materno, principalmente no que se refere aos bebês de risco do estudo em questão, os quais necessitam sobremaneira deste alimento natural.

Correspondência para: Taciana Helena Thomazini, e-mail: taciana@famema.br