Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CONHECIMENTOS DE GESTANTES SOBRE OS EFEITOS DO ÁLCOOL NO FETO

Cassia Fernanda Fiorentin

Divane de Vargas

O consumo de álcool durante a gestação tem sido um tema de pesquisa razoavelmente bem documentado, embora, ainda, muitas das conseqüências do consumo sobre o desenvolvimento infantil e filhos de mães alcoolistas ainda sejam pouco conhecidos em sua extensão e gravidade. O abuso de álcool durante a gestação causa sérios danos à saúde da mulher e do feto, alterando o desenvolvimento fetal e o desenvolvimento neuropsicomotor da criança. Além disso, envolve um grande risco, devido á embriotoxidade e teratogenicidade fetal que a ele estão relacionadas, o que o transforma em um sério problema de saúde pública. Frente a isso se realizou estudo exploratório de abordagem qualitativa que objetivou analisar o conhecimento de gestantes sobre os efeitos do álcool no feto bem como verificar o consumo de álcool pelas mesmas. Os dados foram coletados através de um questionário, que foi aplicado a uma população de 20 gestantes que faziam acompanhamento pré-natal em Uma Unidade Básica Distrital de Saúde de um município do interior paulista. Encontrou-se que as gestantes possuíam pouco conhecimento sobre a temática e que o mesmo estava mais relacionado ás crenças do senso comum da população do que ao preparo formal por parte da equipe de saúde. Dentre os problemas apontados pelas gestante e atribuídos ao álcool os prejuízos ao cérebro e ao desenvolvimento são os que mais aparecem. No que se refere ao consumo de álcool pelas gestantes um percentual de 35% das entrevistadas revelou fazer uso do mesmo, deste percentual 75% usava o álcool em associação ao tabaco. Os autores atribuem a pouca atenção dada a temática pelos profissionais da saúde como a principal causa da pouca informação sobre os prejuízos do álcool sobre o feto pelas gestantes; apontam a necessidade de maior interesse e preparo, através de orientações e esclarecimentos, sobre os prejuízos do álcool e do alcoolismo para a gestante e o feto e sugerem a reaplicação do estudo em populações usuárias de outros tipos de serviço, no sentido de estabelecer um comparativo com os dados do presente estudo, buscando evidências dentre outras, entre o nível socioeconômico e a quantidade do conhecimento da gestante sobre a questão.

Correspondência para: Divane de Vargas, e-mail: devargas@eerp.usp.br