PERCEPÇÕES DA EQUIPE DE ENFERMAGEM SOBRE A HUMANIZAÇÃO DA ASSISTÊNCIA
Fabiana Felisberto
Divane de Vargas
Trata-se de uma pesquisa exploratória de abordagem qualitativa, que objetivou conhecer as percepções e conhecimentos da equipe de enfermagem de uma Unidade de Terapia Intensiva (UTI) sobre a humanização da assistência. A coleta dos dados foi realizada em um macro hospital universitário localizado no município de Ribeirão Preto-SP. A população do estudo foi composta por quatro enfermeiros, quatro técnicos de enfermagem e quatro auxiliares de enfermagem. O instrumento de coleta de dados apresentava quatro questões norteadoras referentes a percepção da equipe de enfermagem em relação a humanização da assistência em UTI, bem como referentes ao conhecimento sobre a temática. De posse dos dados os mesmos foram analisados segundo os pressupostos de Minayo (1993), a análise de conteúdo das entrevistas originou quatro categorias de análise: Categoria 1- Humanizar; Categoria 2- Estratégias utilizadas para humanizar a assistência; Categoria 3- Fatores que influenciam negativamente na humanização da assistência; 4- Só se da valor para a humanização quando se está do outro lado. Os resultados permitiram verificar que no que se refere ao conhecimento sobre as questões da humanização os enfermeiros são os profissionais que apresentam o maior nível de embasamento teórico sobre a temática; Para estes profissional assistência humanizada é sinônimo de assistência Integral ao paciente. Apontam como principais estratégias para a humanização da assistência de enfermagem na UTI, a comunicação com o paciente e o apoio aos familiares. Dentre os fatores apontados como barreiras para a humanização da assistência, a dificuldade de relacionamento entre a equipe, a visão mecanicista do tratamento, o estado crítico do paciente e o próprio ambiente da UTI são os mais apontados pelos profissionais. Além disso, os resultados apontaram que vivências pessoais do profissional no ambiente da UTI são capazes de favorecer a humanização da assistência prestada ao paciente. Os autores apontam para a necessidade de a equipe de enfermagem em especial o enfermeiro zelar pela garantia de um cuidado humanizado, havendo a necessidade de mudança na atual situação, cabendo a cada profissional utilizar de suas habilidades de comunicação e relacionamento interpessoal junto ao paciente, nos sentido de humanizar a assistência no ambiente de Terapia Intensiva.
Correspondência para: Divane de Vargas, e-mail:
devargas@eerp.usp.br
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