Goiânia, 07 de novembro de 2005.

BANCO DE LEITE: SOLIDARIEDADE NA PERSPECTIVA DA DOADORA E DA RECEPTORA

Valdecy Herdy Alves

Deborah Valadão de Jesus

Alinny Rodrigues Lammas

Patrícia Moreira Melo

Ryany Souza Mateus de Olliveira

Tainara Serodio Amim Rangel

Analyane Conceição Silva dos Santos

Djennifer Gamma da Silva

A expressão “mundo imaginal” refere-se às imagens, aos imaginários, e ao simbólico na vida social. Nesse mundo imaginal que expressa valor simbólico na vida social, insere-se o Banco de Leite Humano, instituição de comprometimento social e valorativo não só em razão da ação de amamentar, mas também por ser um espaço físico, cultural, de desenvolvimento do intelecto e da sensibilidade. Ajudar a desvelar o que acontece na prática dos que estão diretamente ligados ao serviço, investigar o imaginário do cotidiano dessas mulheres na doação do leite permitirá a compreensão das práticas simbólicas que norteiam o campo da amamentação na Instituição e sua articulação com o imaginário social daqueles que utilizam o BLH. Objetivamos investigar o sentido das estruturas imaginárias valorativas que se revelam na atuação das mulheres doadoras de leite humano, buscando a compreensão do ato de doar como um possível processo de ensino-aprendizagem. Pretendemos pontuar as ações que mais se evidenciam nos modos de ser dessas mulheres/nutrizes, dando sentido ao ato de doação de leite humano; Como aporte teórico, utilizo Costa (1989), Oliveira (1995), entre outros, que revitalizam o conceito e o papel do imaginário. O estudo foi realizado através da descrição fenomenológica, de abordagem qualitativa foi utilizada com a visão de que, numa busca fenomenológica, cabe menos preocupação com a generalização e mais com o aprofundamento e a abrangência da compreensão do fenômeno que se deseja estudar (Minayo, 1993). O instrumento de coleta de dados foi a entrevista semi-estruturada. A pesquisa foi realizada no Banco de Leite Humano do Hospital Universitário Antônio Pedro/UFF que foi aberto em julho de 2005, atende a toda região do município de Niterói (RJ) e atualmente conta com quarenta e sete mulheres doadoras e trinta e duas receptoras de leite. Foram entrevistadas trinta doadoras, dentre elas dezenove relataram ter muito leite e foram orientadas a visitar o banco de leite, que chegaram lá por acaso, e durante o período de doação foram observando a importância daquele ato na vida delas e das mulheres que recebiam o leite para seus filhos, e ainda afirmam que o ambiente acolhedor, a forma como foram recebidas e orientadas foi fundamental para que voltassem mais vezes, e hoje sabem a importância desse ato, se sentem melhor em poder ajudar; onze disseram ser a doação um ato de amor com o próprio filho, pois pensam que ele poderia estar precisando e sentem-se felizes em poder doar

Correspondência para: Tainara Serodio Amim Rangel, e-mail: tataserodio@yahoo.com.br