Goiânia, 07 de novembro de 2005.

CUIDADOS DE ENFERMAGEM RELACIONADOS AOS VENTILADORES MECÂNICOS

Freire, Izaura Luzia Silvério

Farias, Glaucea Maciel

Ramos, Cristiane da Silva

Pollyanna Dantas de Lima

Souto, Jeruza Luciana da Silva

Góis, Camila Narjara de Araújo

INTRODUÇÃO: a Ventilação Mecânica (VM) é indicada na presença de insuficiência respiratória grave e a decisão de iniciá-la basea-se em parâmetros clínicos e avaliação da função respiratória. Para iniciar a VM invasiva, é necessário acessar às vias aéreas inferiores por meio da intubação oro ou nasotraqueal, ou ainda traqueostomia2. Apesar da importância da VM na recuperação ventilatória do paciente, é fundamental que seu uso seja criterioso e sem riscos de contaminação. Para tanto, antes de instalá-lo é necessário fazer limpeza, desinfecção ou esterilização de seus componentes. 3 OBJETIVOS: identificar os cuidados prestados nos ventiladores mecânicos, antes, durante e após o seu uso; identificar o profissional que realiza os cuidados nos ventiladores mecânicos. METODOLOGIA: pesquisa quantitativa, exploratória descritiva, realizada em uma UTI de hospital estatal da grande Natal. Os dados foram coletados pela observação direta não participante durante a montagem de 35 ventiladores durante 60 dias e seguiu todos os preceitos da Resolução 196/97 do Ministério da Saúde. RESULTADOS: dos 35 VM montados, em 71,43% não foi realizada a limpeza e desinfecção antes da montagem; dos 10 o Auxiliar de Serviços Gerais realizou a desinfecção em 90%, e 10% o Auxiliar de Enfermagem; 60,00% não foram montados com técnica asséptica; 82,86% foram testados; destes, em 93,11% o pulmão de teste usado não estava estéril; após montado a conexão Y foi protegida em 77,15% das vezes com material não estéril; o rótulo com data e assinatura de quem montou foi colocado em 51,43%; o umidificador ficou vazio logo após a montagem em 85,71% das vezes; no momento da instalação o ventilador foi testado em 82,86% das vezes e destas o pulmão não estava estéril em 87,00%; das 30 vezes a água foi colocada no momento da instalação no paciente; em 60,00% estava estéril e em 40,00% a água era de torneira, solução salina ou ringer simples; durante a VM, das 87 vezes que havia condensado no tubo, em 80,45% foi descartado; as mãos não foram lavadas após esse procedimento em 74,28% das vezes; a água utilizada na reposição dos umidificadores estava estéril em 84,05%, porém o líquido remanescente não foi desprezado e sim completado; os circuitos dos ventiladores não foram trocados; os VM foram montados 74,29% vezes por enfermeiro e 25,71% por auxiliar de enfermagem. CONCLUSÕES: concluímos que os pacientes que necessitaram de fazer uso de VM nesse estudo, correram sério risco de infecção nosocomial.

Correspondência para: Pollyanna Dantas de Lima, e-mail: plima3@hotmail.com