Goiânia, 07 de novembro de 2005.

PERFIL DOS INTERNOS DE UM CENTRO DE RECUPERAÇÃO DE GOIÂNIA-GOIÁS

Carmen Luci Rodrigues Lopes

Renata Carneiro Ferreira

Regina Maria Bringel Martins

Márcia Alves Dias

Nara Rúbia de Freitas

Laura Branquinho do Nascimento

Viviane Rodrigues Tavares

Thaís Augusto Marinho

INTRODUÇÃO: Em nossa sociedade, o uso de substâncias químicas é algo comum e, em geral, quase todas as pessoas bebem socialmente, outras fumam ou utilizam algum medicamento sem prescrição médica. No entanto, o envolvimento com estas ou com outras drogas, pode ocorrer em grau bem diferente. Existem aqueles que usam experimentalmente e aqueles que usam habitualmente, no entanto, qualquer que seja o uso, mesmo que seja experimental, pode produzir danos à saúde da pessoa. O uso das drogas lícitas, aceitas social e culturalmente, sempre ficam em primeiro lugar, tanto entre jovens quanto entre os adultos. Geralmente o tratamento de dependentes químicos é realizado em centros de recuperação ou comunidades terapêuticas, visando a reinserção do indivíduo na sociedade. O regime normalmente é de internação com um programa diário variado, incluindo terapia em grupo ou individual, palestras, aconselhamentos entre outros. OBJETIVOS: Verificar o tipo de substância química usada pelos internos de um centro de recuperação de Goiânia-Goiás e identificar a via de consumo utilizada pelos usuários de drogas ilícitas. METODOLOGIA: Estudo realizado em um centro de recuperação de dependentes de substâncias químicas, localizado na região leste de Goiânia-Goiás, em março de 2005. A população foi constituída por 59 internos que se encontravam na unidade no período da coleta e que concordaram em participar do estudo através do termo de consentimento livre e esclarecido. Os dados foram coletados utilizando-se questionário padronizado. RESULTADOS: Após sistematização dos dados, verificou-se que e a idade variou entre 17 e 60 anos, sendo que a média foi de 32,3 anos. A maioria dos entrevistados era do sexo masculino (83%), tinha o primeiro grau (61%), solteiro (54%) e possuía renda familiar de 2 a 5 salários mínimos (42%). Com relação ao uso de substâncias químicas, verificou-se que vários dos participantes relataram dependência por mais que um tipo de droga, sendo que 63% informaram uso de fumo, 75% álcool e 80% relataram uso de drogas ilícitas e destes, 75% haviam usado drogas não injetáveis e 25% já fizeram uso de drogas injetáveis. CONCLUSÃO: Considerando que é elevado o número de consumidores de substâncias químicas verificado neste grupo e que, grande parte destes faz uso concomitante de diferentes drogas, sugere-se que sejam desenvolvidos programas de ações educativas permanente anti-drogas com a população em geral.


Correspondência para: Carmen Luci Rodrigues Lopes, e-mail: clopes@fen.ufg.br