PERFIL DOS PORTADORES DE HIPERTENSÃO ARTERIAL
Pamela da Silva Neves
Verônica Pinheiro
Isabela Saiter Santos
Djennifer Gama da Silva
Juliana Muniz Xavier
Rafael Gravina Fortini
Rodrigo Pereira Lima
Estudo realizado por acadêmicos do 8º período do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal Fluminense. A pesquisa justifica-se pela influência do estilo de vida no desenvolvimento da Hipertensão Arterial - HA servindo como instrumento facilitador no atendimento de enfermagem a clientela portadora desta patologia. Segundo o III Consenso Brasileiro de Hipertensão Arterial, o limite escolhido para definir HA é de pressão arterial sistólica maior ou igual a 140 mmHg e diastólica maior ou igual a 90 mmHg, em pelo menos duas aferições em momentos diferentes. Segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2002) a HA prevalece em cerca de 20% dos adultos e relaciona-se em 80% dos casos com AVE e 60% dos casos com doença isquêmica cardíaca. Segundo Smeltzer e Bare (2002) os principais fatores de risco para hipertensão são idade, história familiar, sedentarismo e ingesta de sódio. Objetiva-se descrever o perfil dos portadores desta patologia e as principais ações em saúde a serem realizadas pelo profissional de enfermagem com esses clientes. O presente estudo desenvolveu-se com pesquisa bibliográfica e análise documental das fichas cadastrais do Programa Hiperdia de 180 clientes com HA de uma Policlínica do município de Niterói/RJ no período de abril a julho de 2005. Possui caráter descritivo e abordagem quantitativa. A partir das informações colhidas identificou-se que dentre os participantes da pesquisa 71% são do sexo feminino; 32% na faixa etária entre 61 e 70 anos; 49% da raça branca e 34% da raça parda; 41% possuem ensino fundamental incompleto; 43% com história familiar de HAS e 23% são sedentários. Contudo a enfermagem pode, a partir do perfil epidemiológico da clientela, segundo o Ministério da Saúde (BRASIL, 2002) realizar consulta de enfermagem, abordando fatores de risco e estilo de vida, tratamento não-medicamentoso, adesão e possíveis intercorrências ao tratamento, encaminhando o indivíduo ao médico, quando necessário. Além de desenvolver, junto à equipe, estratégias facilitadoras da adesão ao grupo de hipertensos. Com os dados obtidos conclui-se a relevância dos fatores de risco citados anteriormente e identificados na pesquisa para o desenvolvimento da HA, sendo primordial a educação em saúde para minimizar a incidência desta patologia e promover o cuidado de si.
Correspondência para: Pamela da Silva Neves, e-mail: psn_enfe@yahoo.com.br |