Goiânia, 07 de novembro de 2005.

DIABETES MELLITUS: EDUCAR PARA LIBERTAR UMA AÇÃO DE ENFERMAGEM

Djennifer Gama da Silva

Fabrizia Christina Teixeira de Matos Cardoso

Liliane Belz Reis

Tainara Serodio Amim Rangel

Roberta Faitanin Passamani

Rafael Gravina Fortini

Patricia Moreira Melo

Paula Amaral Mussumeci

Relato da experiência de acadêmicas do 8º período da Graduação em Enfermagem da Universidade Federal Fluminense. Este estudo tem por objetivo ressaltar a importância da prática educativa em saúde no tratamento dos portadores de Diabetes Mellitus tipo II, destacando o papel do enfermeiro, enquanto educador em saúde. Em todo mundo, “cerca de 160 milhões de pessoas tem diabetes e acredita-se que esse número dobrará em 25 anos. Nesse contexto, o Brasil apresenta-se com mais de 10 milhões de diabéticos, dos quais 90% são portadores do tipo II” (BRASIL, 2002). Justifica-se pelo fato dos portadores, em sua maioria idosos, terem medo das complicações da doença, da rejeição pela sociedade e sentirem insegurança por falta de medicamentos. Como esses aspectos são frutos do desconhecimento e da desinformação, o enfermeiro exerce papel fundamental na integração de saúde e sociedade, contribuindo para uma melhor qualidade de vida destes pacientes. “A pessoa com diabetes necessita de apoio do profissional de saúde, dos amigos e da família. A falta desse apoio aumenta a ansiedade e o medo” (CARPENITO, 2002). Trata-se de uma pesquisa qualitativa, com revisão de literatura que segundo Leopardi (2001) “permite fazer uma reflexão crítica e ter uma visão geral sobre o problema [. . . ]”. O estudo foi realizado em 2002, com a participação de dez portadores, duas enfermeiras e duas estagiárias do hospital universitário do município de Niterói, através de entrevista aberta, garantindo-se a privacidade dos pacientes, de acordo com o Consentimento Livre e Esclarecido da Resolução 196/96. Muitos equiparam o grupo a uma família, onde discussão, brincadeiras e aprendizagem são fatores constantes. Os profissionais e as estagiárias consideram que a interação do grupo gera a eficácia no tratamento, fazendo com que os pacientes aprendam auto cuidado e disseminem esse conhecimento. A experiência vivenciada possibilitou perceber que o Enfermeiro atua no sentido de melhorar a assistência prestada ao paciente, reduzindo o estresse físico e social. Por meio do emprego de técnicas psicológicas como relaxamento, atividades de recreação e treinamento, os pacientes podem, por si só, ressignificar seus conhecimentos, aprendendo a gerenciar a sua doença. O paciente adquire mais confiança em si e no profissional de saúde, contribuindo para uma melhora do seu estado geral, aumento da credibilidade do enfermeiro, e conscientização social da importância desse profissional na "educação que liberta".

Correspondência para: Djennifer Gama da Silva, e-mail: dydiuff@yahoo.com.br