CLIMATÉRIO FASE DESCONHECIDA PELA MULHER: PROPOSTA DE TRABRALHO
Queli Lisiane Castro Pereira
Francisca Dias de Oliveira de Almeida
Fernanda Braga Hernandes
Celmira Lange
Gabriela Silva Formoso
Simone Coelho Amestoy
Vivian Neubüser
INTRODUÇÃO: Pretendemos evidenciar o despreparo da mulher ao deparar-se com a fase climatérica, que só é conhecida na vivência desta fase, quando os sintomas aparecem. Climatério é caracterizado pela transição do período reprodutivo para o não reprodutivo, com queda brusca dos níveis de estrogênio e progesterona causando alterações fisiológicas no sistema tegumentar, geniturinário, cardiovascular, ósseo e mudanças psíquicas e sexuais que alteram significativamente o bem estar da mulher. Com o aumento da expectativa de vida das mulheres brasileiras, que é de 72,5 anos sendo ainda maior no Rio Grande do Sul onde a expectativa atinge 75,9 anos. Desta forma as mulheres passam um terço de suas vidas na fase climatérica. Preocupa-nos o déficit de conhecimento que circunda esta fase do ciclo vital, pois, a chegada do climatério trás consigo inúmeras modificações e sintomas que são desconhecidos pela maioria das mulheres. Acreditamos que as climatéricas necessitam de orientações que lhes permitam uma postura ativa diante das situações desconhecidas. A maioria dos programas de Saúde da Mulher não contemplam a assistência ao climatério embora os profissionais já estejam despertando para o cuidado a mulher. OBJETIVO: Propor um modelo de assistência à mulher na fase climatérica nas unidades básicas de saúde visando à promoção da saúde e prevenção de doenças. METODOLOGIA: Realizar consulta de enfermagem as mulheres vivenciando o climatério conforme propõem a OMS realizar visita domiciliar, promover atividades lúdicas, formar grupos com a equipe multidisciplinar com a participação de profissionais da enfermagem, nutrição, educação física, psicologia, medicina e serviço social. RESULTADOS: Esta proposta de trabalho visa contribuir com a diminuição dos distúrbios neurovegetativos (fogachos), manifestações psicogenicas (insônia, depressão, ansiedade e irritabilidade), distúrbios geniturinários (atrofia da vagina, diminuição da libido e despaureunia); entre outros através de orientação, educação em saúde. CONSIDERAÇÕES: Com este modelo de assistência esperamos que as clientes climatéricas sejam contempladas nas suas necessidades conforme proposto pela OMS em que a mesma seja vista como ser biopsicossocial pois, esta lacuna necessita ser preenchida visto que a saúde da mulher limita-se à saúde materna ou à ausência de enfermidade associada ao processo de reprodução biológica. Nesse caso estão excluídos os direitos sexuais e as questões de gênero.
Correspondência para: Queli Lisiane Castro Pereira, e-mail: quelilisiane@pop.com.br
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