O ENFERMEIRO FRENTE AO PACIENTE TERMINAL
Ronivaldo Menegussi de Matos
Rose Mary Costa Rosa Andrade Silva
Ana Isabel Aragão de Farias
Ana Paula Stilben Suganuma
Sabrina Areias Figueira
Conviver com a morte e a ansiedade a ela relacionada faz parte do cotidiano dos profissionais de enfermagem O enfermeiro presencia comumente a morte dos pacientes e cabe a tal assistir o paciente em fase terminal até o momento do falecimento. Diante do exposto elaboramos este estudo objetivando: compreender o comportamento do enfermeiro ao lidar com o paciente morrendo; identificar o sentimento predominante no cuidado ao paciente terminal; refletir sobre o lidar com a morte e a formação profissional. Neste estudo nos apoiamos nos principais autores sobre o tema podemos citar D'assumpção (1982, p. 315) que destaca o fato de que lidar com a morte de uma pessoa é na realidade confrontar-se com a realidade da nossa própria morte. Podemos destacar ainda conforme Áries (1982, p. 612-670) que a morte foi progressivamente tornando-se um evento menos público. É de se esperar que a morte nesta perspectiva vem refletindo de alguma forma a ideologia que cerca a atenção e os cuidados prestados. Trata-se de uma pesquisa aplicada cuja abordagem é quali-quantitativa, foi realizada um levantamento bibliográfica nas principais fontes e pesquisa de campo, realizamos entrevistas utilizando um questionário com perguntas abertas à enfermeiros de diversos setores do Hospital Universitário Antonio Pedro Niterói/RJ, que possuíam experiência nos cuidados com pacientes terminais, para tanto utilizamos um termo de consentimento livre esclarecido com base na resolução 196/96. Pela análise dos depoimentos pudemos entender o enfrentamento da morte como um tipo de violência psicológica, ou seja, uma violência simbólica que atua diretamente como um agente estressor no ambiente de trabalho mobilizando sentimentos e reações que exigem do cuidador um processo adaptativo. Quanto aos sentimentos os principais foram: impotência frustração, alívio e compaixão. Diante das respostas dadas pelos enfermeiros entrevistados verificamos que os mesmos precisam lançar mão de técnicas de redução do estresse. Podemos notar claramente que há falhas na formação dos enfermeiros quanto a compreensão da morte, o que causa um certo déficit na assistência ao paciente terminal.
Correspondência para: Ronivaldo Menegussi de Matos, e-mail: roni_menegussi@yahoo.com.br |