Goiânia, 07 de novembro de 2005.

O CUIDADO DA ENFERMAGEM MINIMIZANDO O SOFRIMENTO DO PACIENTE TERMINAL

Rafael Gravina Fortini

Rose Mary C. R. Andrade Silva

Iris Rocha e Silva

Pamela da Silva Neves

Renata da Silva Bastos

Deborah Valadão de Jesus

Ryany Souza Mateus de Oliveira

Tainara Seródio Amim Rangel

Estudo realizado por acadêmicos do 8º período do curso de graduação em Enfermagem da Universidade Federal Fluminense. Justifica-se pela necessidade de incentivar a reflexão dos profissionais e acadêmicos de enfermagem sobre o respeito e a dignidade devidos ao paciente, mesmo que este se encontre inconsciente, ou seja, colocando em prática a arte do cuidar. O fato de o paciente estar em fase terminal, não retira do enfermeiro a responsabilidade de cuidar dele com respeito e dignidade. Portanto, o presente estudo tem como finalidade contribuir com a melhoria da prática de enfermagem, no que diz respeito aos cuidados prestados aos pacientes terminais; auxiliando o enfermeiro à assistência ministrada a estes pacientes, através de cuidados e procedimentos que atenuem o sofrimento do cliente. Baseado nos preceitos de Waldow (1998) o processo de cuidar é um processo interativo, de desenvolvimento, de crescimento, que se dá de forma contínua ou em um determinado momento, mas que tem o poder de conduzir à transformação. Assim os cuidados paliativos são de fundamental importância para que o paciente terminal passe por essa última fase da vida tendo direito a uma assistência humanizada e digna. Trata-se de uma pesquisa bibliográfica realizada nas bibliotecas da Escola de Enfermagem da Universidade Federal Fluminense e Universidade Estadual do Rio de Janeiro de cunho descritivo, com abordagem qualitativa. Foram feitas análises em livros, publicações e em dados disponíveis na internet a respeito dos dados subjetivos dos pacientes terminais e da realidade do sofrimento dos mesmos. Como resultado verificamos que medidas farmacológicas não são, sozinhas, eficazes para recuperação ou minimização da terminalidade de um individuo. Assim, os pacientes que estão passando pelo processo de terminalidade necessitam de um cuidado humanizado que lhe dê condições de morrer dignamente. Os enfermeiros são capazes de facilitar esse momento permanecendo disponíveis para o apoio emocional e também apoiando as escolhas pessoais do paciente no que diz respeito aos cuidados terminais. É fundamental para o enfermeiro entender todo o processo que envolve a vida, morte e o morrer, para que, este possa oferecer um atendimento humanizado àqueles pacientes que não possuam mais perspectiva de vida, fornecendo assim respeito e carinho nesse momento tão delicado de sua vida. Concluímos que devemos entender, e principalmente, respeitar os outros dentro de sua individualidade, pois cada ser é único.

Correspondência para: Rafael Gravina Fortini, e-mail:

rafafortini@yahoo.com.br