A SAÚDE MENTAL DO TRABALHADOR DE ENFERMAGEM
Rozana Pinto Macedo Bond
Eunice Kimie Kyosen Nakamura
Esta pesquisa tem como objetivo orientar os profissionais de saúde, sobre as conseqüências da Síndrome de Burnourt ainda pouco divulgada. A Síndrome de Burnout foi descoberta por Frendemberger, em 1974. Em 1977, Cristina Maslash, propôs o “Maslash Burnout Inventory”, questionário que avalia as dimensões da Síndrome de Burnout. Esta Síndrome é definida como uma reação a tensão emocional crônica gerada a partir do contato direto, excessivo e com muito estress com o trabalho, essa doença faz com que a pessoa perca a maior parte do interesse em sua relação com o trabalho, de forma que as coisas deixam de ter importância e qualquer esforço pessoal passa a parecer inútil. A característica essencial da Síndrome de Burnout é o contato direto com pessoas como por exemplo: enfermeiros, médicos, professores, policiais, dentre outros. A Síndrome de Burnout além de sua dimensão temporal, acometem especialmente indivíduos que iniciam sua vida profissional com metas, expectativas e motivações elevadas, esperando obter uma parte significativa do sentido de sua existência no trabalho. A dimensão temporal diz respeito ao tempo que a pessoa está desenvolvendo suas atividades, ou seja, os profissionais de maior risco se encontram no período de 4 à 10 anos de trabalho. O quadro clínico da Síndrome de Burnout costuma obedecer a seguinte sintomatologia: esgotamento emocional, despersonalização ou desumanização, que consiste no desenvolvimento de atitudes negativas, de insensibilidade ou de cinismo para com o paciente ou o colega de trabalho. Sintomas físicos de estresse, tais como cansaço e mal estar geral. Manifestações emocionais do tipo: falta de realização pessoal, sentimentos de vazio, esgotamento, fracasso, impotência. É freqüente irritabilidade, inquietude, dificuldade para a concentração, comportamento paranóides e ou agressiva. Manifestações físicas como qualquer tipo de estresse, a Síndrome de Burnout pode resultar em transtornos psicossomáticos, como por exemplo, a fadiga crônica, freqüentes dores de cabeça, hipertensão arterial, e outras desordens, perda de peso, dores musculares e de coluna, etc.
Correspondência para: Eunice Kimie Kyosen Nakamura, e-mail: nakamura@mais.sul.com.br |