VISÃO DO ESTAGIÁRIO DE ENFERMAGEM SOBRE INSTRUMENTAÇÃO CIRÚRGICA
Larissa Ribeiro Cavalcanti
Jaynara Menezes Sousa
Elza Lima Silva
Margareth Claudino de Galiza Barbosa
Aline Lima Pestana
INTRODUÇÃO: A unidade de Centro Cirúrgico é conceituada como sendo “o conjunto de elementos destinados às atividades cirúrgicas, bem como à recuperação anestésica e pós-operatória”. A realização dos procedimentos básicos no centro cirúrgico depende de muitos fatores, que vão desde o planejamento e aquisição de equipamentos e materiais necessários até o treinamento e educação continuada dos integrantes da equipe de Enfermagem. Por isso, estes procedimentos devem estar sob o gerenciamento constante do Enfermeiro. Um desses procedimentos é a instrumentação cirúrgica. Segundo Marques, instrumentação cirúrgica é a área da saúde que se relaciona com todo o material cirúrgico utilizado durante uma cirurgia. A realização da prática de instrumentação é uma situação inicialmente estressante, com sentimento de insegurança, receio e medo do desconhecido. OBJETIVOS: Identificar fatores facilitadores e dificultadores na aprendizagem de instrumentação cirúrgica e sugerir uma metodologia facilitadora do processo ensino-aprendizagem. METODOLOGIA: Pesquisa quantitativa, de caráter exploratório, realizada no Centro Cirúrgico do Hospital Universitário Unidade Presidente Dutra, com 20 alunos do 7º período de Enfermagem. O instrumento de pesquisa utilizado foi um questionário contendo 10 questões abertas e 3 questões fechadas relacionadas aos fatores dificultadores e facilitadores à instrumentação cirúrgica. RESULTADOS: Constatamos que 100% da amostra referiu ter oportunidade de instrumentar e destes, 45% instrumentaram mais de quatro vezes; 55% não desenvolveram a destreza. A passagem pela Central de Material foi citada por 90% dos pesquisados e o conhecimento cientifico anterior ao estágio foi citado por 21,81% deles, como elemento facilitador na instrumentação. Dentre os elementos dificultadores na aprendizagem, foram relatados a falta de colaboração e entrosamento com a equipe (19,6%), nervosismo e falta do professor ou monitor na sala durante a instrumentação (11,76%). CONSIDERAÇÕES FINAIS: O estudo oferece a possibilidade de serem oferecidas algumas sugestões para melhorar o processo ensino-aprendizagem como: simulação da instrumentação cirúrgica em laboratório, aumento da carga horária, maiores oportunidades de instrumentação, passagem pela Central de Material antes de ir ao Centro Cirúrgico, trabalho interdisciplinar, presença do professor ou monitor na Sala de Operação e conhecimento prévio.
Correspondência para: Larissa Ribeiro Cavalcanti, e-mail: larycavalcanti@yahoo.com.br |