Goiânia, 07 de novembro de 2005.

FITOTERAPIA: UM RESGATE ÀS RAÍZES DO CUIDAR

Camila Lemos Tonhasolo

Aline Ávila Cordeiro

Dora Mian Soares

A utilização de plantas na arte de curar possui raízes muito antigas, relacionadas aos primórdios da prática médica, nas mais diferentes sociedades. O homem primitivo, ao procurar plantas para seu sustento foi descobrindo espécies com ação tóxica ou medicinal, dando início a uma sistematização empírica dos seres vivos, de acordo com o uso que podia fazer deles (POSER; MENTZ, 2003). Este estudo pretende apresentar as principais ações dos medicamentos extraídos dos vegetais, considerando a aplicabilidade destas substâncias no cotidiano da enfermagem. Com levantamento bibliográfico da literatura Internacional as fontes bibliográficas foram encontradas em periódicos e teses provenientes da Biblioteca da Universidade de São Paulo e Biblioteca Virtual Bireme (Centro Latino Americano e do Caribe em Ciências da Saúde), nos bancos de dados: Bdenf (Base de dados em Enfermagem), Lilacs (Literatura Americana e do Caribe em Ciências da Saúde) e Dedalus. Observou-se com este estudo que muitas pessoas ainda procuram se livrar de suas dores ou curar suas doenças com meios naturais, pois a medicina moderna oferece tratamentos caros, difíceis de serem acessados pela população em geral. Verificamos que a medicina popular, em muitos casos apresenta-se como único recurso terapêutico de muitas comunidades e grupos étnicos. Portanto, na atualidade, os medicamentos fitoterápicos têm-se destacado como uma alternativa que gera resultados positivos para os usuários; no entanto, o uso popular não é suficiente para validar eticamente as plantas medicinais como medicamentos seguros. Faz-se necessário que o profissional Enfermeiro busque na pesquisa, estratégias para que as práticas caseiras no cuidado à saúde sejam cientificamente comprovadas onde a utilização da fitoterapia surge como uma tecnologia da enfermagem, totalmente exeqüível, no que tange ao recurso financeiro, visando à melhoria da qualidade da assistência prestada, além da enorme possibilidade de autonomia e prestígio profissional.

Correspondência para: Camilalemos Tonhasolo, e-mail: cazinhalt@ig.com.br