Goiânia, 07 de novembro de 2005. |
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PROCESSO DE ENFERMAGEM A UM PACIENTE CRÍTICO Camila Carolina Silva Cíntia Dutra Martins da Silva Velúnia Afonso Tristão Waldene Machado Transformações ocorridas em nossa sociedade têm exigido um profissional com habilidade cognitiva e senso prático ativados. O Processo de Enfermagem (PE) é um método através do qual o enfermeiro imprime fundamentos teóricos à prática assistencial, no intuito de suprir tais exigências. Através de sua aplicação, é demonstrado o alcance da atividade de Enfermagem pela otimização de recursos, oferecimento de cuidados de qualidade e prevenção de complicações potenciais. O paciente crítico, em particular, é mais dependente de cuidados, requer observação mais apurada e necessidade de maior número de intervenções. Este trabalho constitui um estudo realizado com o objetivo de descrever o Processo de Enfermagem a um paciente crítico internado no CTI do HE/ UFTM. A coleta de dados deu-se a partir da realização do exame físico. Os diagnósticos de enfermagem foram formulados com base na Taxonomia II da NANDA. Coleta de dados: paciente do sexo masculino, 61 anos, internado no CTI proveniente do PS com trauma craniano e cervical, devido espancamento. Apresentou broncoaspiração maciça, duas PCR, sedação, entubação orotraqueal com posterior traqueostomia. Atualmente, encontra-se consciente, em ventilação mecânica com duas úlceras de decúbito, uma na região sacral e outra em região maleolar direita, febre persistente, períodos de queda da saturação em uso de drogas vasoativas. Assim, os diagnósticos de enfermagem levantados foram integridade tissular prejudicada, mobilidade física prejudicada, trocas gasosas prejudicadas e temperatura corporal prejudicada. O plano de assistência de enfermagem proposto enfocou as intervenções necessárias à evolução satisfatória da cicatrização, melhora da mobilidade física, das trocas gasosas e maior controle dos sinais vitais. Após duas semanas de cuidados paciente apresentou, com a realização de curativos e mudanças de decúbito, melhora do aspecto das lesões, melhora dos níveis de saturação com várias aspirações, melhora da mobilidade, principalmente dos membros superiores. Através deste estudo pudemos constatar a importância do PE pela organização de ações que promoveram uma boa evolução do estado de saúde, o bem estar digno e racional do paciente. Correspondência para: Camila Carolina Silva, e-mail: camilacarolinasilva@yahoo.com.br
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